{"id":1015,"date":"2019-03-20T00:00:30","date_gmt":"2019-03-20T03:00:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/?post_type=encyclopedia&amp;p=1015"},"modified":"2019-03-20T00:00:30","modified_gmt":"2019-03-20T03:00:30","slug":"extras-episodio-11","status":"publish","type":"encyclopedia","link":"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/linhas-do-tempo\/extras-episodio-11\/","title":{"rendered":"EXTRAS EPIS\u00d3DIO 11"},"content":{"rendered":"<p><em>ATEN&Ccedil;&Atilde;O: Os relatos abaixo referem-se &agrave;s argumenta&ccedil;&otilde;es das defesas e dos acusados. O Minist&eacute;rio P&uacute;blico e autoridades envolvidas sempre negaram todos os eventos descritos neste epis&oacute;dio.<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>O QUE ACONTECEU NA CH&Aacute;CARA\/CASA DAS TORTURAS?<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Seria entre as sess&otilde;es de tortura que a fita cassete com a confiss&atilde;o das Abagge foi gravada. No in&iacute;cio a fita podemos ouvir a voz de Osvaldo, o que parece estranho uma vez que a fita foi supostamente gravada &agrave; tarde, dentro do ferry boat que ia at&eacute; Matinhos e Osvaldo j&aacute; estava l&aacute;. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><br>\n<\/span><b>J&Uacute;RI DE 2004<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\"><a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/osvaldo-marcineiro\/\" target=\"_self\" title='Leitor de b&uacute;zios, conhecido como \"pai-de-santo\" em Guaratuba' class=\"encyclopedia\">Osvaldo Marcineiro<\/a> relata foi levado para outra casa, na <\/span><b>madrugada do dia 1&ordm; de julho para o dia 2 de julho de 1992<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, onde ouviu as vozes de duas mulheres datilografando e conversando. Osvaldo n&atilde;o sabe ao certo onde era esse lugar mas l&aacute; tamb&eacute;m sofreu sess&otilde;es de tortura com o objetivo de assumir sua participa&ccedil;&atilde;o no crime e incriminar as Abagge. Depois ele teria retornado a ch&aacute;cara e, horas depois, teria novamente voltado para a casa e onde encontrou Davi dos Santos nela. A narrativa de Osvaldo &eacute; confusa e n&atilde;o d&aacute; para dizer exatamente o que aconteceu, o que podemos afirmar &eacute; que Davi em algum momento dentro dessa casa misteriosa, viu Osvaldo por l&aacute; e tamb&eacute;m comenta sobre as duas mulheres datilografando. Davi acha que foi levado at&eacute; banheiro da casa e permaneceu ali sentado, algemado e encapuzado. Ele ouviu as duas mulheres conversando, uma delas comentou que aquilo n&atilde;o era a coisa certa a se fazer enquanto a outra mandava ela seguir realizando o seu trabalho. Davi sabe que a casa misteriosa pertencia ao ex-ditador paraguaio Alfredo Stroessner. Quando comandava seu pa&iacute;s, Stroessner chegou a passar algumas de suas f&eacute;rias na cidade de Guaratuba. At&eacute; hoje, h&aacute; uma pra&ccedil;a da cidade que homenageia o ex-ditador.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1016\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Jornal-Nosso-Tempo-24-abril-87-Stroessner-Capa.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1016\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1016 size-medium\" src=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Jornal-Nosso-Tempo-24-abril-87-Stroessner-Capa-300x217.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Jornal-Nosso-Tempo-24-abril-87-Stroessner-Capa-300x217.png 300w, https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Jornal-Nosso-Tempo-24-abril-87-Stroessner-Capa-1024x740.png 1024w, https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Jornal-Nosso-Tempo-24-abril-87-Stroessner-Capa-768x555.png 768w, https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Jornal-Nosso-Tempo-24-abril-87-Stroessner-Capa.png 1251w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\"><\/a><p id=\"caption-attachment-1016\" class=\"wp-caption-text\">Capa do jornal &ldquo;Nosso Tempo&rdquo;, de 24 de Abril de 1987. A foto da capa mostra a casa que Stroessner tinha em Guaratuba.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1017\" style=\"width: 243px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Jornal-Nosso-Tempo-24-abril-87-Stroessner-materia.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1017\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1017 size-medium\" src=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Jornal-Nosso-Tempo-24-abril-87-Stroessner-materia-233x300.png\" alt=\"\" width=\"233\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Jornal-Nosso-Tempo-24-abril-87-Stroessner-materia-233x300.png 233w, https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Jornal-Nosso-Tempo-24-abril-87-Stroessner-materia-797x1024.png 797w, https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Jornal-Nosso-Tempo-24-abril-87-Stroessner-materia-768x987.png 768w, https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Jornal-Nosso-Tempo-24-abril-87-Stroessner-materia.png 1049w\" sizes=\"(max-width: 233px) 100vw, 233px\"><\/a><p id=\"caption-attachment-1017\" class=\"wp-caption-text\">Mat&eacute;ria do jornal &ldquo;Nosso Tempo&rdquo;, de 24 de Abril de 1987, falando sobre as casas de ref&uacute;gio que o ditador paraguaio Alfredo Stroessner tinha pelo mundo. Uma delas era em Guaratuba.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.nossotempodigital.com.br\/arquivo\/nosso_tempo_257\/nosso_tempo_257.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[DOWNLOAD] EDI&Ccedil;&Atilde;O JORNAL &ldquo;NOSSO TEMPO&rdquo;, de 24 de Abril de 1987, com a mat&eacute;ria sobre a casa de Stroessner em Guaratuba<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1020\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Placa-praca-Guaratuba-Stroessner.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1020\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1020 size-medium\" src=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Placa-praca-Guaratuba-Stroessner-300x300.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Placa-praca-Guaratuba-Stroessner-300x300.png 300w, https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Placa-praca-Guaratuba-Stroessner-1024x1021.png 1024w, https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Placa-praca-Guaratuba-Stroessner-150x150.png 150w, https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Placa-praca-Guaratuba-Stroessner-768x766.png 768w, https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Placa-praca-Guaratuba-Stroessner.png 1079w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\"><\/a><p id=\"caption-attachment-1020\" class=\"wp-caption-text\">Placa da pra&ccedil;a Alfredo Stroessner, em Guaratuba, nomeada em homenagem ao ditador paraguaio na d&eacute;cada de 1980.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1021\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/gazeta-sobre-stroessner_727_485_1041786.jpg\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1021\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1021 size-medium\" src=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/gazeta-sobre-stroessner_727_485_1041786-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/gazeta-sobre-stroessner_727_485_1041786-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/gazeta-sobre-stroessner_727_485_1041786.jpg 727w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\"><\/a><p id=\"caption-attachment-1021\" class=\"wp-caption-text\">Capa do jornal Gazeta do Povo, de 21 de Fevereiro de 1989, falando sobre a chegada de Stroessner em Guaratuba ap&oacute;s ter sido deposto no Paraguai, enquanto aguarda resposta do pedido de asilo no Brasil. Stroessner morreu como asilado pol&iacute;tico no Brasil em 2006, em Bras&iacute;lia. N&atilde;o se sabe se ele estava em Guaratuba em 1992, mas &eacute; prov&aacute;vel que ele j&aacute; estivesse na capital do pa&iacute;s &agrave; &eacute;poca.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Tanto Osvaldo quanto Davi d&atilde;o a entender que esse momento dentro da casa poderia ter ocorrido pela manh&atilde; ou at&eacute; &agrave; tarde. Levando em conta o depoimento de Davi teria acontecido pela manh&atilde;, enquanto as Abagge ainda estavam na ch&aacute;cara sendo torturadas, o que explicaria porque Osvaldo s&oacute; est&aacute; presente no in&iacute;cio da grava&ccedil;&atilde;o da fita cassete. Apesar das d&uacute;vidas de quando eles foram levados at&eacute; a outra casa ou a que horas as mulheres estariam datilografando os dois homens querem que a gente saiba que em algum momento desse dia havia duas mulheres, que acompanharam parte das torturas enquanto redigiam algum documento. N&atilde;o sabemos que documento era esse, pode ter sido os mandados de pris&atilde;o ou os depoimentos por escritos. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Provavelmente tamb&eacute;m foi na casa do Stroessner que a fita VHS foi gravada. &Eacute; nesta fita que Davi aparece com algod&atilde;o nas orelhas que, de acordo com a defesa, serviam para estancar o sangramento que haveria nelas ap&oacute;s Davi receber uma s&eacute;rie de tapas. Davi conta que os torturadores come&ccedil;aram a filmar, fazendo perguntas e com um papel&atilde;o escrito o que ele deveria dizer. Ele o tempo todo se recusou a assumir a autoria de algo que n&atilde;o fez enquanto os torturadores insistiam e tentavam &ldquo;tranquiliz&aacute;-lo&rdquo;, dizendo que o importante mesmo era incriminar as Abagge. &nbsp;<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com o dossi&ecirc; &ldquo;Tortura Nunca Mais&rdquo; ap&oacute;s essas grava&ccedil;&otilde;es em v&iacute;deo, Osvaldo foi levado para a serraria de <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/aldo-abagge\/\" target=\"_self\" title=\"Prefeito de Guaratuba em 1992\" class=\"encyclopedia\">Aldo Abagge<\/a> e l&aacute; foi feita a reencena&ccedil;&atilde;o do crime conforme mostrado no epis&oacute;dio 7. N&atilde;o d&aacute; pra dizer o hor&aacute;rio ao certo mas pela luminosidade e as sombras formadas podemos suspeitar que foi gravado ainda na parte da manh&atilde;. No meio dos policiais podemos ver <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/valdir-copetti-neves\/\" target=\"_self\" title=\"Capit&atilde;o do Grupo &Aacute;GUIA\" class=\"encyclopedia\">Valdir Copetti Neves<\/a>.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Depois da serraria Osvaldo teria sido levado para a ch&aacute;cara e ficou l&aacute; sozinho, j&aacute; que as Abagge estavam no F&oacute;rum &agrave; tarde e Davi passou o dia inteiro na casa de Stroessner. E foi l&aacute; que, entre novas torturas e amea&ccedil;as, os policiais teriam dito para Osvaldo &ldquo;tem que ser sete, trabalho de macumba &eacute; sete&rdquo;. Essa narrativa do n&uacute;mero sete foi amplamente divulgada pela m&iacute;dia posteriormente.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>J&Uacute;RI DE 2011<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Beatriz conta que ap&oacute;s as torturas e a confiss&atilde;o for&ccedil;ada os homens permitiram que ela tomasse um banho. Depois disso ela foi levada de volta at&eacute; o carro para ser levada de volta ao F&oacute;rum de Guaratuba. No caminho Beatriz sofreu mais torturas psicol&oacute;gicas, sendo pressionada a mentir sobre os ferimentos no seu rosto e obrigada a ouvir que fedia, uma vez que estava suja em decorr&ecirc;ncia das torturas. De volta ao F&oacute;rum ela foi colocada no mesmo lugar que estava antes de ser sequestrada <\/span> <span style=\"font-weight: 400\">e n&atilde;o viu mais Osvaldo at&eacute; o presente momento.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>DEPOIMENTO DE 2005<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Celina conta que lembrou que a ju&iacute;za <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/anesia-edith-kowalski\/\" target=\"_self\" title=\"Ju&iacute;za da comarca de Guaratuba durante todo o desenrolar do caso Evandro\" class=\"encyclopedia\">An&eacute;sia Edith Kowalski<\/a> conhecia elas e era pr&oacute;xima da fam&iacute;lia. Naquela manh&atilde; do dia <\/span><b>dois de julho<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> elas esperavam encontrar a ju&iacute;za l&aacute;, coisa que n&atilde;o aconteceu e mesmo ap&oacute;s voltar ao F&oacute;rum ap&oacute;s as sess&otilde;es de torturas An&eacute;sia n&atilde;o apareceu por l&aacute;. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Beatriz conta que antes de sair da ch&aacute;cara deram para ela tomar um copo com um l&iacute;quido amargo. Ela se recorda estar sentada no banco F&oacute;rum junto de um policial segurando um papel que ela n&atilde;o se recorda se assinou ou n&atilde;o. Osvaldo e Davi contam que assinaram um papel e acreditam que uma das mulheres que viram datilografando na ch&aacute;cara era a ju&iacute;za <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/anesia-edith-kowalski\/\" target=\"_self\" title=\"Ju&iacute;za da comarca de Guaratuba durante todo o desenrolar do caso Evandro\" class=\"encyclopedia\">An&eacute;sia Edith Kowalski<\/a>. Apesar de nenhum dos dois ter visto com clareza o rosto da mulher que estava na casa do Stroessner eles contam que suspeitam que era ela por terem reconhecido a voz e o sapato que usava.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div id=\"attachment_1024\" style=\"width: 235px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Capa-Hora-H-Outubro-96-juiza.png\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-1024\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1024 size-medium\" src=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Capa-Hora-H-Outubro-96-juiza-225x300.png\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Capa-Hora-H-Outubro-96-juiza-225x300.png 225w, https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Capa-Hora-H-Outubro-96-juiza.png 684w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\"><\/a><p id=\"caption-attachment-1024\" class=\"wp-caption-text\">Capa do Jornal Hora H de Outubro de 1996, contendo o relato de <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/davi-dos-santos-soares\/\" target=\"_self\" title=\"Artes&atilde;o de Guaratuba\" class=\"encyclopedia\">Davi dos Santos Soares<\/a> sobre a desconfian&ccedil;a de que a ju&iacute;za <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/anesia-edith-kowalski\/\" target=\"_self\" title=\"Ju&iacute;za da comarca de Guaratuba durante todo o desenrolar do caso Evandro\" class=\"encyclopedia\">An&eacute;sia Edith Kowalski<\/a> teria presenciado as torturas.<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2019\/03\/Hora-H-Outubro-96-%E2%80%93-Juiza-viu-torturas.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">[DOWNLOAD] Jornal Hora H &ndash; Outubro 96 &ndash; Ju&iacute;za Assistiu Sess&atilde;o de Tortura?<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os quatro alegam que foram presos sem ter o mandado de pris&atilde;o apresentado mas eles existem, est&atilde;o anexados e no caso de Beatriz temos um v&iacute;deo dela assinando o mandado e no documento est&aacute; marcado nove horas da manh&atilde;. De acordo com ela, nessa hora ela deveria estar ou sendo sequestrada do F&oacute;rum ou a caminho da &ldquo;Casa das Torturas&rdquo;. Davi e Osvaldo dizem que uma das mulheres que presenciou as tortura enquanto estava datilografando era An&eacute;sia Kowalski, que de acordo com Celina e Beatriz n&atilde;o se encontravam no F&oacute;rum nem de manh&atilde; nem de tarde. Ent&atilde;o, segundo os quatro, An&eacute;sia n&atilde;o apenas viu Osvaldo e Davi sendo torturados mas tamb&eacute;m estaria redigindo os mandados de pris&atilde;o horas depois dos quatro serem presos. Beatriz s&oacute; teria assinado com o hor&aacute;rio errado n&atilde;o apenas ela teria acabado de sofrer uma longa sess&atilde;o de tortura mas tamb&eacute;m teria sido drogada. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>DEPOIMENTO VICENTE DE PAULA EM 2004<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Vicente narra como foi abordado pelos policiais. Por volta das oito horas da manh&atilde; Vicente ia pintar o letreiro de um candidato pol&iacute;tico, a pol&iacute;cia j&aacute; estava atr&aacute;s dele e foi at&eacute; a boate onde Nilza Perp&eacute;tuo Camargo trabalhava, a mulher indicou para os policiais a localiza&ccedil;&atilde;o de Vicente, que foi preso ainda pela manh&atilde; e levado at&eacute; Matinhos. A viagem de Curitiba at&eacute; Guaratuba ou Matinhos dura cerca de duas horas por&eacute;m Vicente chegou no F&oacute;rum apenas de noite e foi nessa janela de tempo que ele foi torturado. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nilza teria acompanhado Vicente durante todo o trajeto at&eacute; o litoral paranaense. Em depoimento prestado dia <\/span><b>8 de mar&ccedil;o de 1993 <\/b><span style=\"font-weight: 400\">ela falou que chegou a ver alguns dos maltratos que Vicente sofreu e tamb&eacute;m afirmou ter se espantado ao ver De Paula confessar. Vicente foi torturado durante todo o trajeto, chegando inclusive a ser levado at&eacute; o Viaduto dos Padres onde sofreu mais torturas. Nilza diz no seu depoimento que durante o trajeto no carro de tr&aacute;s era poss&iacute;vel ver que Vicente era agredido pelos policiais e que durante a viagem ela foi diversas vezes levada para algum lugar onde n&atilde;o podia v&ecirc;-lo. Os policiais tamb&eacute;m amea&ccedil;aram jogar o homem pelo precip&iacute;cio, chegando a alegar que j&aacute; fizeram isso outras vezes no passado. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em &nbsp;determinado momento chega um carro, quando os policiais estavam levando Vicente para outro local, chega um carro com dois policiais dentro trazendo um papel com a confiss&atilde;o de Beatriz. Vicente foi amea&ccedil;ado novamente a fazer e assinar a confiss&atilde;o. No meio do caminho Vicente sofreu novas sess&otilde;es de tortura, incluindo agress&otilde;es e afogamento. Sem conseguir mais aguentar Vicente de Paula confessou o que os policiais queriam.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Enquanto isso, de tarde em Guaratuba, Beatriz e Celina j&aacute; haviam voltado ao F&oacute;rum. A not&iacute;cia correu r&aacute;pido pela cidade e, mais uma vez, a popula&ccedil;&atilde;o se reuniu em frente ao local na tentativa de agredir as duas. Ambas foram novamente retiradas do local e levadas at&eacute; o quartel da pol&iacute;cia militar de Matinhos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Vicente estava na casa do Alfredo Stroessner sofrendo novas torturas e sendo vigiado por um policial. Numa mesa dentro da casa havia telefones e fios espalhados, segundo o policial al&iacute; todos os telefones de Guaratuba estavam grampeados. Ap&oacute;s isso ele foi levado at&eacute; a casa da ju&iacute;za An&eacute;sia, por volta das nove da noite, o clima era de comemora&ccedil;&atilde;o. Depois ele foi levado at&eacute; o quartel da pol&iacute;cia militar em Matinhos, onde daria o seu depoimento e l&aacute; ele e De Paula se encontram. Osvaldo, Davi e De Paula estavam juntos no quartel de Matinhos e foi ordenado que eles decorassem o que deveriam falar, ao negarem foram novamente torturados at&eacute; cederem e assinarem suas confiss&otilde;es. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na noite do dia <\/span><b>dois de julho<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> foram feito os depoimentos dos cinco presos. Os depoimentos de Osvaldo, Davi e Vicente foram as pe&ccedil;as principais para o processo, &eacute; l&aacute; que eles detalham o ritual, do momento da captura de Evandro at&eacute; o n&uacute;mero de participantes. Todos os sete acusados de participarem do crime j&aacute; foram nominalmente citados &nbsp;nesses depoimentos em Matinhos. os tr&ecirc;s homens alegam que nunca falaram o que est&aacute; no depoimento, sendo este um misto de terem escrito ou terem sido for&ccedil;ados a escrever ap&oacute;s as torturas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O capit&atilde;o Neves foi quem solicitou que eles descrevessem com precis&atilde;o como o procedimento de corte no corpo de Evandro foi realizado, utilizando palavras rebuscadas que eram dif&iacute;ceis at&eacute; para os acuados falarem. Fotos do cad&aacute;ver da crian&ccedil;a tamb&eacute;m foram mostradas com o objetivo de provocar descri&ccedil;&otilde;es mais detalhadas vinda dos acusados, Osvaldo foi o mais pressionado a dar esse tipo de depoimentos.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os homens tamb&eacute;m comentam com frequ&ecirc;ncia sobre o l&iacute;quido amargo e grudento que provavelmente drogou eles. Vale lembrar que nenhum deles tinha advogados presente no momento da confiss&atilde;o, enquanto as Abagge contaram com tr&ecirc;s advogados neste momento: <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/silvio-bonone\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado da prefeitura de Guaratuba\" class=\"encyclopedia\">Silvio Bonone<\/a>, Roberto Machado e Luiz Claudio Cordeiro Biscaia.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>DEPOIMENTO DE <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/silvio-bonone\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado da prefeitura de Guaratuba\" class=\"encyclopedia\">SILVIO BONONE<\/a> NO JULGAMENTO DE 1998 &ndash; O SUMI&Ccedil;O DAS ABAGGE&nbsp;<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Silvio estava com as Abagge no F&oacute;rum at&eacute; que elas foram chamadas por um policial, ao tentar se aproximar delas ele foi barrado com a justificativa de que ele deveria encontrar alguns depoimentos. Silvio n&atilde;o conseguiu passar pela porta e pouco tempo depois ouviu o barulho de uma viatura se retirando enquanto o policial dizia para ele que elas foram levadas para Paranagu&aacute;, onde seriam interrogadas pela <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/policias\/policia-federal\/\" target=\"_self\" title=\"Auxiliou nas pris&otilde;es de Julho\" class=\"encyclopedia\">pol&iacute;cia federal<\/a>. Bononi n&atilde;o viu o mandado de pris&atilde;o na parte da manh&atilde; e ap&oacute;s isso foi at&eacute; a casa dos Abagge comunicar para Aldo o que havia ocorrido. Tamb&eacute;m n&atilde;o conseguiu falar com o promotor nem com An&eacute;sia pois ela n&atilde;o estava no F&oacute;rum. Ele foi at&eacute; Paranagu&aacute; na PF e entrou em contato com<\/span><span style=\"font-weight: 400\"> Chueire, delegado da <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/policias\/policia-federal\/\" target=\"_self\" title=\"Auxiliou nas pris&otilde;es de Julho\" class=\"encyclopedia\">pol&iacute;cia federal<\/a>, que falou para Silvio que a pris&atilde;o n&atilde;o era federal mas realizada em apoio a pol&iacute;cia militar. <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Chueire <\/span><span style=\"font-weight: 400\">soube por telefone sobre o mandado de pris&atilde;o das Abagge e n&atilde;o soube explicar onde elas estavam mas afirmou que n&atilde;o estavam na delegacia da <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/policias\/policia-federal\/\" target=\"_self\" title=\"Auxiliou nas pris&otilde;es de Julho\" class=\"encyclopedia\">pol&iacute;cia federal<\/a>, Silvio explicou que o caso se tratava de um rapto, uma vez que ele deveria estar com elas o tempo todo e foi impedido disso. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ele foi at&eacute; Guaratuba e chegou <\/span><b>ap&oacute;s o meio-dia<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, foi at&eacute; o F&oacute;rum e n&atilde;o havia ningu&eacute;m l&aacute;. Foi at&eacute; a at&eacute; a casa das Abagge, pessoas viram as viaturas da PM em dire&ccedil;&atilde;o a estrada de Garuva. Ele seguiu com seu carro at&eacute; l&aacute; na esperan&ccedil;a de encontrar essas viaturas mas n&atilde;o obteve sucesso. Voltou a Guaratuba <\/span><b>por volta das 15:30 e 15:45<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, em torno do F&oacute;rum havia um grande tumulto, as Abagge estavam l&aacute; dentro presas. Bonone n&atilde;o conseguiu falar com elas porque elas logo foram levadas dali.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ele n&atilde;o tem certeza se o Dr. Acemar, m&eacute;dico que foi atender as duas, falou com elas dentro do F&oacute;rum. Elas foram no ferry boat exclusivo at&eacute; Matinhos e chegando l&aacute; Bonone conseguiu falar com elas dentro do alojamento, as duas davam sinal de sofrimento e cansa&ccedil;o e parte de tr&aacute;s da camiseta de Beatriz estava suja de fezes. O rosto, bra&ccedil;os e pernas dela apresentavam marcas indicando ter sido segurada com for&ccedil;a e nas pontas de seus dedos dava para notar pontos avermelhados.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao chegar no quartel em Matinhos as Abagge tiveram que tomar outro banho e receberam uma muda de roupa nova, n&atilde;o d&aacute; para ter certeza de quem levou as roupas para elas mas <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/aldo-abagge\/\" target=\"_self\" title=\"Prefeito de Guaratuba em 1992\" class=\"encyclopedia\">Aldo Abagge<\/a> e Luiz Carlos Biscaia estavam no quartel naquela noite, ent&atilde;o talvez algum deles tenha feito isso. Beatriz foi levada para um quarto do quartel, nesse momento o <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Capit&atilde;o Neves apareceu, para fazer novas amea&ccedil;as para Beatriz, incluindo agress&otilde;es f&iacute;sicas. Bonone chega e luta com Neves, para libertar Beatriz das agress&otilde;es que estava sofrendo. Neves tamb&eacute;m foi at&eacute; onde Celina estava para fazer novas amea&ccedil;as, afirmando sua fam&iacute;lia estaria em perigo caso ela n&atilde;o confirmasse tudo que havia dito na casa das torturas. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No primeiro depoimento de Beatriz ela falou das torturas que sofreu, <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/moacir-favetti\/\" target=\"_self\" title=\"Secret&aacute;rio de seguran&ccedil;a p&uacute;blica do estado do Paran&aacute; em 1992\" class=\"encyclopedia\">Moacir Favetti<\/a> chega no local e diz que elas deveriam ter sido mais torturadas, uma vez que Beatriz estava contando tudo. Roberto Machado tamb&eacute;m estava presente, ele chegou na cidade na manh&atilde; do dia <\/span><b>2 de julho<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Chegando em Guaratuba soube que Celina e Beatriz haviam sido detidas tamb&eacute;m procurou por elas em diversos locais mas s&oacute; encontrou elas de noite no quartel de Matinhos. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Os depoimentos prestados por Celina e Beatriz na noite do dia<\/span><b> 2 de julho<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> foram assinados sob protesto pelos seus advogados. De acordo com o depoimento de <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/silvio-bonone\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado da prefeitura de Guaratuba\" class=\"encyclopedia\">Silvio Bonone<\/a> no julgamento de 1998 ele declara que o relato das r&eacute;s foi bastante detalhado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s torturas sofridas enquanto a transcri&ccedil;&otilde;es foram muito sucintas em rela&ccedil;&atilde;o a isso. Ele protestou pedindo para que as palavras delas constassem na transcri&ccedil;&atilde;o mas teve o seu pedido negado. Ele negou-se a assinar os depoimentos e mais uma vez exigiu que as palavras delas constassem no documento mas acabou assinando com a express&atilde;o &ldquo;sob protesto&rdquo;. O Dr. Roberto Machado tamb&eacute;m assinou os depoimentos sob protesto. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>3 DE JULHO DE 1992<\/b><span style=\"font-weight: 400\"><br>\n<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Os cinco presos foram para Curitiba e foi tamb&eacute;m o dia da coletiva de imprensa na Secretaria de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica com a participa&ccedil;&atilde;o apenas de Davi, Osvaldo e Vicente. Enquanto isso acontecia de forma a fechar o n&uacute;mero sete e supostamente de acordo com as dela&ccedil;&otilde;es de Osvaldo, Davi e Vicente outros dois acusados foram presos em Guaratuba: <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/airton-bardelli\/\" target=\"_self\" title=\"Gerente da serraria Abagge\" class=\"encyclopedia\">Airton Bardelli<\/a>, o gerente da serraria Abagge, e S&eacute;rgio Cristofolini, conhecido de Osvaldo e dos demais. Os dois nunca admitiram o crime, nem em grava&ccedil;&otilde;es ou interrogat&oacute;rios oficiais e nem quando estavam sem advogados. Os dois foram absolvidos em seu j&uacute;ri de 2005, no mesmo ano <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/valdir-copetti-neves\/\" target=\"_self\" title=\"Capit&atilde;o do Grupo &Aacute;GUIA\" class=\"encyclopedia\">Valdir Copetti Neves<\/a> foi alvo das investiga&ccedil;&otilde;es da <\/span><span style=\"font-weight: 400\">Opera&ccedil;&atilde;o Mar&ccedil;o Branco<\/span><span style=\"font-weight: 400\">, uma das mais truculentas da hist&oacute;ria pol&iacute;tica do Paran&aacute;.<\/span><\/p>\n<p>As mat&eacute;rias abaixo sobre a opera&ccedil;&atilde;o Mar&ccedil;o Branco e a pris&atilde;o de <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/personagens\/valdir-copetti-neves\/\" target=\"_self\" title=\"Capit&atilde;o do Grupo &Aacute;GUIA\" class=\"encyclopedia\">Valdir Copetti Neves<\/a> foram compiladas pelas defesas dos r&eacute;us no ano de 2005.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Mans\u00e3o Stroessner<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":564,"template":"","encyclopedia-category":[10],"encyclopedia-tag":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-json\/wp\/v2\/encyclopedia\/1015"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-json\/wp\/v2\/encyclopedia"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-json\/wp\/v2\/types\/encyclopedia"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-json\/wp\/v2\/media\/564"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"encyclopedia-category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-json\/wp\/v2\/encyclopedia-category?post=1015"},{"taxonomy":"encyclopedia-tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/caso-evandro\/wp-json\/wp\/v2\/encyclopedia-tag?post=1015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}