{"id":745,"date":"2022-12-08T00:01:00","date_gmt":"2022-12-08T03:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/?post_type=encyclopedia&#038;p=745"},"modified":"2022-12-07T05:55:40","modified_gmt":"2022-12-07T08:55:40","slug":"extras-episodio-22","status":"publish","type":"encyclopedia","link":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/extras\/extras-episodio-22\/","title":{"rendered":"Extras Epis\u00f3dio 22"},"content":{"rendered":"\n<p>Durante a produ&ccedil;&atilde;o da temporada anterior do Projeto Humanos, Ivan Mizanzuk encontrou uma informa&ccedil;&atilde;o bastante curiosa: no fim de 2003, o caso <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/leandro-bossi\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a desaparecida em 15 de fevereiro de 1992 em Guaratuba\" class=\"encyclopedia\">Leandro Bossi<\/a> saiu das m&atilde;os da Pol&iacute;cia Civil do Paran&aacute; e passou a ser responsabilidade da Pol&iacute;cia Federal (PF).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O inqu&eacute;rito da PF sobre o desaparecimento do garoto abre com uma resolu&ccedil;&atilde;o do ent&atilde;o secret&aacute;rio especial dos Direitos Humanos, <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/nilmario-miranda\/\" target=\"_self\" title=\"Secret&aacute;rio de Direitos Humanos do primeiro governo Lula\" class=\"encyclopedia\">Nilm&aacute;rio Miranda<\/a>. O documento, de 24 de setembro de 2003, defende a tese de que a &ldquo;seita sat&acirc;nica&rdquo; estaria por tr&aacute;s de diferentes crimes contra crian&ccedil;as em todo o pa&iacute;s. Por fim, ele recomenda:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>[&hellip;] a abertura das investiga&ccedil;&otilde;es, pela Pol&iacute;cia Federal, em todos os Estados onde houve ind&iacute;cios da nefanda pr&aacute;tica de sequestro, tortura, emascula&ccedil;&atilde;o e morte contra indefesos meninos, que foram imolados em v&aacute;rias partes do territ&oacute;rio nacional, por inspira&ccedil;&atilde;o da seita LUS.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/12\/2003-09-24-Resolucao-n-43-da-Secretaria-Especial-dos-Direitos-Humanos-Nilmario-Miranda.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Resolu&ccedil;&atilde;o de Nilm&aacute;rio Miranda no inqu&eacute;rito da PF<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Ao ver esse documento pela primeira vez, ainda no caso Evandro, Ivan elaborou algumas perguntas: por que a PF assumiu as investiga&ccedil;&otilde;es sobre <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/leandro-bossi\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a desaparecida em 15 de fevereiro de 1992 em Guaratuba\" class=\"encyclopedia\">Leandro Bossi<\/a> em 2003? Por que havia uma resolu&ccedil;&atilde;o do secret&aacute;rio especial de Direitos Humanos no inqu&eacute;rito? Por que o Lineamento Universal Superior (LUS) foi citado como suspeito se o grupo j&aacute; havia sido investigado na &eacute;poca do crime, e nenhuma prova havia sido encontrada?<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as pe&ccedil;as s&oacute; come&ccedil;aram a se encaixar quando o Projeto Humanos entrou no caso dos meninos emasculados de Altamira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como j&aacute; mencionado nesta temporada, um pouco antes do in&iacute;cio dos j&uacute;ris, em agosto de 2003, a imprensa falava na exist&ecirc;ncia de 19 v&iacute;timas no Par&aacute;, enquanto apenas cinco delas foram inclu&iacute;das no processo. Os julgamentos, ent&atilde;o, se tornaram o contexto perfeito para que as autoridades pressionassem pela investiga&ccedil;&atilde;o dos 14 casos restantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Somavam-se tamb&eacute;m a eles os crimes registrados em outros estados, como os emasculados do Maranh&atilde;o, e contra os garotos <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/evandro-ramos-caetano\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a desaparecida e encontrada morta em abril de 1992 em Guaratuba\" class=\"encyclopedia\">Evandro Ramos Caetano<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/leandro-bossi\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a desaparecida em 15 de fevereiro de 1992 em Guaratuba\" class=\"encyclopedia\">Leandro Bossi<\/a>, no Paran&aacute;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta da presen&ccedil;a de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/valentina-de-andrade\/\" target=\"_self\" title=\"L&iacute;der do Lineamento Universal Superior\" class=\"encyclopedia\">Valentina de Andrade<\/a> na lista de r&eacute;us, os representantes do governo federal que assistiam aos j&uacute;ris acreditavam no poss&iacute;vel envolvimento do LUS nesses eventos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap&oacute;s a condena&ccedil;&atilde;o dos homens, o julgamento de Valentina foi marcado para 22 de setembro de 2003, mas acabou adiado devido a uma mudan&ccedil;a na equipe da defesa. Dois dias depois, <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/nilmario-miranda\/\" target=\"_self\" title=\"Secret&aacute;rio de Direitos Humanos do primeiro governo Lula\" class=\"encyclopedia\">Nilm&aacute;rio Miranda<\/a> lan&ccedil;ou a resolu&ccedil;&atilde;o mencionada, dando poderes para a PF apurar todos os crimes que poderiam ter liga&ccedil;&atilde;o com o Lineamento. Foi assim que o caso <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/leandro-bossi\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a desaparecida em 15 de fevereiro de 1992 em Guaratuba\" class=\"encyclopedia\">Leandro Bossi<\/a> parou nas m&atilde;os dos agentes federais.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim, por&eacute;m, n&atilde;o houve nenhum avan&ccedil;o significativo nas investiga&ccedil;&otilde;es da PF que pudesse auxiliar na resolu&ccedil;&atilde;o do crime contra Leandro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>SUPOSTA FUGA DE VALENTINA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 24 de setembro de 2003, Valentina completou 20 dias presa. Ela foi detida por ordem do juiz <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/ronaldo-valle\/\" target=\"_self\" title=\"Juiz que presidiu o j&uacute;ri dos acusados em 2003\" class=\"encyclopedia\">Ronaldo Valle<\/a> ap&oacute;s uma suposta tentativa de fuga para a Argentina. A defesa, por outro lado, sempre negou que isso tenha acontecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/claudio-dalledone-junior\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado de defesa que atuou no j&uacute;ri de Valentina de Andrade\" class=\"encyclopedia\">Cl&aacute;udio Dalledone J&uacute;nior<\/a>, o mentor <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/arnaldo-faivro-busato-filho\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado de Valentina na &eacute;poca do caso Leandro Bossi\" class=\"encyclopedia\">Arnaldo Faivro Busato Filho<\/a>, que acompanhava o caso, sempre foi muito correto e jamais sugeriria que a cliente fugisse. &ldquo;O Arnaldo Busato &eacute; um dos caras mais &lsquo;caretas&rsquo; do ponto de vista de qualquer&hellip; Ele nunca faria isso, sabe? N&atilde;o existia isso&rdquo;, garantiu em entrevista ao podcast.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar a pris&atilde;o, &eacute; preciso logo de in&iacute;cio esclarecer que, ao contr&aacute;rio da impress&atilde;o de muitos, Valentina n&atilde;o foi detida pela Pol&iacute;cia Federal. Na realidade, ela se apresentou ao juiz no &uacute;ltimo dia do j&uacute;ri de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/anisio-ferreira-de-souza\/\" target=\"_self\" title=\"M&eacute;dico acusado no caso dos meninos emasculados\" class=\"encyclopedia\">An&iacute;sio Ferreira de Souza<\/a>, junto com advogados. Na ocasi&atilde;o, o magistrado decretou a pris&atilde;o preventiva da acusada por conta das informa&ccedil;&otilde;es que recebeu dos agentes da PF, que estavam organizadas em quatro documentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro &eacute; um comunicado produzido em setembro, per&iacute;odo do j&uacute;ri de An&iacute;sio. Na &eacute;poca, o advogado <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/americo-leal\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado de defesa de Amailton e Valentina\" class=\"encyclopedia\">Am&eacute;rico Leal<\/a> disse que Valentina n&atilde;o compareceu ao tribunal porque estava doente. Esse memorando mostra que um delegado da PF de Londrina, no Paran&aacute;, realizou dilig&ecirc;ncias na casa da r&eacute; e em cl&iacute;nicas m&eacute;dicas da regi&atilde;o na tentativa de encontr&aacute;-la, mas n&atilde;o obteve sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo &eacute; um relat&oacute;rio assinado por um agente da PF de S&atilde;o Paulo que trabalhava no aeroporto de Guarulhos. Ele tamb&eacute;m se refere a acontecimentos de 2 de setembro de 2003, uma ter&ccedil;a-feira, o primeiro dia de julgamento de An&iacute;sio. <\/p>\n\n\n\n<p>;Em resumo, o policial explica que, pela manh&atilde;, Valentina foi reconhecida no aeroporto, acompanhada de dois argentinos, um homem e uma mulher. A suspeita era de que ela tentaria embarcar para Buenos Aires. Ao ser identificado, por&eacute;m, o trio fugiu &agrave;s pressas:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Diante das circunst&acirc;ncias do local e do andamento das opera&ccedil;&otilde;es de fiscaliza&ccedil;&atilde;o migrat&oacute;ria, a passageira suspeita, acompanhada de um casal, temendo por sua identifica&ccedil;&atilde;o e demais consequ&ecirc;ncias, evadiu-se repentinamente do local.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Em tal fuga, tanto a passageira Valentina como o casal que a acompanhava acabaram por abandonar seus documentos de viagem no local.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Os documentos deixados para tr&aacute;s e anexados ao relat&oacute;rio eram os seguintes: o RG de Valentina, e as identidades argentinas de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/valter-munoz\/\" target=\"_self\" title=\"Marido de Valentina de Andrade na &eacute;poca dos j&uacute;ris, em 2003\" class=\"encyclopedia\">Walter Mu&ntilde;oz<\/a> &ndash; marido dela na &eacute;poca &ndash; e de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/claudia-marcela-falciglia\/\" target=\"_self\" title=\"Amiga de Valentina de Andrade\" class=\"encyclopedia\">Cl&aacute;udia Marcela Falciglia<\/a>, amiga do casal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap&oacute;s a fuga, os agentes tentaram segui-los, mas n&atilde;o conseguiram intercept&aacute;-los. As dilig&ecirc;ncias, no entanto, continuaram. Segundo o relat&oacute;rio, os suspeitos usaram t&aacute;xis distintos e seguiram at&eacute; um posto de gasolina na Avenida Morumbi. L&aacute;, fizeram uma liga&ccedil;&atilde;o em um telefone p&uacute;blico e, um tempo depois, foram apanhados por um homem que dirigia um Fiat Tipo cinza. Ele foi descrito como um indiv&iacute;duo de aproximadamente 30 anos, com pele branca, cabelos castanhos escuros, complei&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica forte, e sem barba nem bigode. A pol&iacute;cia checou os dados do ve&iacute;culo e chegou ao nome de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/josephina-beirute-wassef\/\" target=\"_self\" title=\"M&atilde;e de Frederick Wassef\" class=\"encyclopedia\">Josephina Beirute Wassef<\/a>, m&atilde;e de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/frederick-wassef\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado que atuou na defesa de Valentina\" class=\"encyclopedia\">Frederick Wassef<\/a>. Em seguida, os agentes foram at&eacute; o endere&ccedil;o dela, ainda no bairro Morumbi, e confirmaram algumas informa&ccedil;&otilde;es com o porteiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isso ocorreu no mesmo dia em que Valentina deveria se apresentar no j&uacute;ri, enquanto <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/americo-leal\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado de defesa de Amailton e Valentina\" class=\"encyclopedia\">Am&eacute;rico Leal<\/a> dizia que ela estava em casa, no Paran&aacute;, com problemas de sa&uacute;de.<\/p>\n\n\n\n<p>J&aacute; o terceiro documento produzido pela PF &eacute; um memorando sobre o desembarque de Valentina em Bel&eacute;m em 3 de setembro, quarta-feira, onde ela foi recebida por advogados. Por fim, o quarto e &uacute;ltimo arquivo era um of&iacute;cio resumindo todas as dilig&ecirc;ncias. Foi com base nele que o juiz <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/ronaldo-valle\/\" target=\"_self\" title=\"Juiz que presidiu o j&uacute;ri dos acusados em 2003\" class=\"encyclopedia\">Ronaldo Valle<\/a> decretou a pris&atilde;o da acusada, como forma de impedir que ela fugisse.<\/p>\n\n\n\n<p>No meio disso tudo, a imprensa publicou algumas informa&ccedil;&otilde;es equivocadas, como o fato de que a l&iacute;der do LUS teria se hospedado em S&atilde;o Paulo com uma identidade falsa. Ela realmente ficou em um hotel no dia primeiro de setembro, mas o sobrenome que usava vinha do casamento com o argentino <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/valter-munoz\/\" target=\"_self\" title=\"Marido de Valentina de Andrade na &eacute;poca dos j&uacute;ris, em 2003\" class=\"encyclopedia\">Walter Mu&ntilde;oz<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 8 de setembro, quatro dias ap&oacute;s a pris&atilde;o, <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/americo-leal\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado de defesa de Amailton e Valentina\" class=\"encyclopedia\">Am&eacute;rico Leal<\/a> escreveu um pedido de habeas corpus para a r&eacute;. O advogado defendeu que ela se apresentou de forma espont&acirc;nea ao juiz e jamais tentou fugir.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/12\/1.-Relatorio-PF-sobre-dia-2-de-Setembro-de-Valentina-em-Sao-Paulo.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Relat&oacute;rio da PF sobre dia 2 de setembro de Valentina em S&atilde;o Paulo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/12\/2.-Diligencias-da-Policia-Federal-no-Parana-tentando-localizar-Valentina-na-sua-casa-ou-em-clinicas-e-hospitais-nos-dias-2-e-3-de-Setembro.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Dilig&ecirc;ncias da Pol&iacute;cia Federal no Paran&aacute; tentando localizar Valentina na sua casa ou em cl&iacute;nicas e hospitais nos dias 2 e 3 de setembro &ndash; diz agosto mas deve ser um erro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/12\/3.-Oficio-da-PF-explicando-sobre-tentativa-de-fuga-de-Valentina.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Of&iacute;cio da PF explicando sobre tentativa de fuga de Valentina<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/12\/4.-Informacao-sobre-chegada-de-Valentina-em-Belem-no-dia-3-de-Setembro.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Informa&ccedil;&atilde;o sobre chegada de Valentina em Bel&eacute;m no dia 3 de setembro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/12\/5.-Americo-Leal-explica-que-Valentina-nao-estava-tentando-fugir-contem-seu-bilhete-de-passagem-2.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Am&eacute;rico Leal explica que Valentina n&atilde;o estava tentando fugir (cont&eacute;m bilhete de passagem)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Diante de tudo isso, afinal, Valentina tentou fugir ou n&atilde;o? Ao olhar com mais aten&ccedil;&atilde;o para os documentos da PF, Ivan Mizanzuk encontrou uma importante informa&ccedil;&atilde;o no recibo do hotel onde Valentina e os argentinos estavam hospedados em S&atilde;o Paulo. Nele, h&aacute; o registro da data e hor&aacute;rio de entrada no local: 1h da madrugada do dia primeiro para o dia 2 de setembro. J&aacute; a sa&iacute;da foi pouco tempo depois, &agrave;s 7h da manh&atilde;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/12\/Reserva-Hotel-de-Valentina-e-acompanhantes-em-Guarulhos.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Reserva de hotel de Valentina e acompanhantes em Guarulhos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Mas onde o trio estava antes de chegar no aeroporto de Guarulhos e se hospedar no hotel? A resposta est&aacute; no pedido de habeas corpus elaborado por <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/americo-leal\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado de defesa de Amailton e Valentina\" class=\"encyclopedia\">Am&eacute;rico Leal<\/a>, que inclui o bilhete a&eacute;reo de Valentina:<\/p>\n\n\n\n<p><em>A Sra Valentina havia estado no exterior (Argentina) ainda no final de semana imediatamente anterior ao in&iacute;cio dessa sess&atilde;o de julgamento, e chegou em S&atilde;o Paulo na data de 2 do corrente. Explica-se: ela tinha ido para aquele pa&iacute;s na data de 30 de Agosto (s&aacute;bado).&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ela na Argentina havia comprado passagem de ida e volta, pois iria retornar &agrave;quele pa&iacute;s em busca de documentos fornecidos por &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos que ir&atilde;o servir &agrave; sua defesa em plen&aacute;rio. J&aacute; que n&atilde;o conseguiu obt&ecirc;-los por completo, seria necess&aacute;rio retornar &agrave; Argentina, mas n&atilde;o o fez, tanto &eacute; que sua passagem a&eacute;rea com o trecho para aquele pa&iacute;s continua com data em aberto (c&oacute;pia em anexo). Assim, deslocou-se ela do aeroporto de Guarulhos para o de Congonhas, de onde tomou o voo para Bel&eacute;m ainda no dia 2. Esse voo faz conex&atilde;o em Bras&iacute;lia, e naquela capital a Sra Valentina sentiu-se mal, necessitando ali permanecer at&eacute; do dia 2 para o dia 3. Ainda no dia 3, aportou em Bel&eacute;m, &agrave;s 13 horas.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado, Valentina foi para a Argentina em 30 de agosto, um s&aacute;bado, para buscar documentos que seriam utilizados no j&uacute;ri. Na segunda-feira, voltou para o Brasil e desembarcou no aeroporto de Guarulhos, em S&atilde;o Paulo. Chegou de madrugada e se hospedou em um hotel para passar a noite. Pela manh&atilde;, segundo a Pol&iacute;cia Federal, ela teria tentado pegar outro avi&atilde;o para retornar a Buenos Aires. Mas se ela quisesse realmente fugir, n&atilde;o faria mais sentido j&aacute; ter ficado l&aacute;? Por que se dar ao trabalho de passar uma madrugada em terras brasileiras? Justamente por isso, Ivan Mizanzuk hoje tende a acreditar que a l&iacute;der do LUS n&atilde;o tentou sair do pa&iacute;s para escapar da justi&ccedil;a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent&atilde;o, o que realmente aconteceu na manh&atilde; de 2 de setembro, quando Valentina e os argentinos foram reconhecidos no aeroporto de Guarulhos e deixaram documentos de identidade para tr&aacute;s?<\/p>\n\n\n\n<p>Ap&oacute;s visitar o apartamento da m&atilde;e de Wassef, Valentina finalmente embarcou para Bel&eacute;m em um voo que sa&iacute;a do aeroporto de Congonhas, com conex&atilde;o em Bras&iacute;lia. Pouco antes de entrar no avi&atilde;o, a r&eacute; se encontrou com o advogado Busato no hotel onde ele estava hospedado.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Ela nunca foi para Buenos Aires. Ela foi espontaneamente para Bel&eacute;m e se apresentou ao juiz <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/ronaldo-valle\/\" target=\"_self\" title=\"Juiz que presidiu o j&uacute;ri dos acusados em 2003\" class=\"encyclopedia\">Ronaldo Valle<\/a> sabendo que seria presa, porque preferiu enfrentar o processo e o j&uacute;ri. Ela sabia exatamente o que aconteceria&rdquo;, relatou Busato em entrevista ao podcast.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma quest&atilde;o, por&eacute;m, continua sem resposta: Valentina e os argentinos de fato foram para o aeroporto de Guarulhos e deixaram os documentos l&aacute;. Por que eles voltaram ao local? Ser&aacute; que mudaram de ideia nas poucas horas que ficaram no Brasil?<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre isso, algumas fontes, que preferiram n&atilde;o se identificar, afirmaram ao podcast que existiam advogados na equipe de defesa com um verdadeiro temor da Pol&iacute;cia Federal. Eles tinham medo que a r&eacute; estivesse sendo seguida, grampeada, vigiada, e pudesse ser presa a qualquer momento a caminho de Bel&eacute;m. Com o objetivo de evitar isso a todo custo, um dos defensores teria sugerido que ela tentasse despistar a PF, indo at&eacute; o aeroporto e deixando as identidades no guich&ecirc; de check in.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se realmente essa era a inten&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o deu certo, como se pode notar. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel confirmar a veracidade dessa hist&oacute;ria, mas ela mostra uma desorganiza&ccedil;&atilde;o da defesa, com cada advogado em um canto diferente do pa&iacute;s. &Eacute; o que relatou <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/claudio-dalledone-junior\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado de defesa que atuou no j&uacute;ri de Valentina de Andrade\" class=\"encyclopedia\">Cl&aacute;udio Dalledone J&uacute;nior<\/a> ao Projeto Humanos. Ele lembra, por exemplo, de uma liga&ccedil;&atilde;o nada amistosa com o colega <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/americo-leal\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado de defesa de Amailton e Valentina\" class=\"encyclopedia\">Am&eacute;rico Leal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Eu disse &lsquo;isso aqui est&aacute; uma baderna, uma bagun&ccedil;a. Por isso que todo mundo foi condenado. N&atilde;o juntam [materiais], v&atilde;o de qualquer jeito e os caras est&atilde;o levando. Tem como organizar e tocar isso aqui diferente&rsquo;. Enquanto isso, as arma&ccedil;&otilde;es contra a defesa eram diuturnas. Coisas absurdas aconteceram ali. Absurdas&rdquo;, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Busato, em meio a tudo isso, um dos grandes desafios dos defensores era enfrentar o fanatismo religioso e persecut&oacute;rio que contaminou a acusa&ccedil;&atilde;o. Exemplo disso &eacute; a tal hist&oacute;ria de que o corpo de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/jaenes-da-silva-pessoa\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a emasculada e morta em outubro de 1992 em Altamira\" class=\"encyclopedia\">Jaenes da Silva Pessoa<\/a>, morto em outubro de 1992, teria sangrado durante o vel&oacute;rio na presen&ccedil;a de An&iacute;sio. Para os familiares da v&iacute;tima, aquilo indicava que o m&eacute;dico de fato era o assassino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pela primeira vez, a produ&ccedil;&atilde;o do podcast ouviu uma explica&ccedil;&atilde;o sobre a origem dessa cren&ccedil;a. &ldquo;Esse tipo de estrat&eacute;gia acusat&oacute;ria remonta &agrave; Idade M&eacute;dia, ao chamado <em>judicium feretri, <\/em>em que o cad&aacute;ver era colocado perante os suspeitos. Se ele emanasse sangue diante de um deles, isso seria considerado uma prova evidente da autoria do crime. Esse procedimento foi muito adotado at&eacute; o s&eacute;culo 16, quando um jurista e te&oacute;logo fez alguns experimentos e comprovou que isso raramente funcionava&rdquo;, explicou Busato.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o <em>judicium feretri<\/em> surgiu da leitura do Velho Testamento, especificamente do trecho que faz refer&ecirc;ncia ao assassinato de Abel por Caim. &ldquo;O sangue de Abel, <em>vox sanguinis<\/em>, acusou Caim. Ent&atilde;o, o confronto entre cad&aacute;ver e suspeito sempre foi um crit&eacute;rio de obten&ccedil;&atilde;o de ind&iacute;cios para fins de tortura e sacrif&iacute;cio de pessoas envolvidas nos mais diversos crimes. E voc&ecirc; v&ecirc; no inqu&eacute;rito que o pai do Jaenes fala que isso aconteceu. De onde ele tirou isso?&rdquo;, questionou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, o uso de elementos como esse no caso dos emasculados evidencia uma forte influ&ecirc;ncia da Igreja Cat&oacute;lica sobre os familiares das v&iacute;timas e o pr&oacute;prio processo. &ldquo;Quando voc&ecirc; n&atilde;o encontra uma explica&ccedil;&atilde;o racional para um fato, voc&ecirc; busca uma solu&ccedil;&atilde;o irracional, misteriosa, religiosa. E a&iacute; surge espa&ccedil;o para a interven&ccedil;&atilde;o desse fundamentalismo, que marcou muito o julgamento. Os padres e o bispo juntos l&aacute;, a promotora falando que tinha que haver condena&ccedil;&atilde;o porque ali era a terra de Nossa Senhora de Nazar&eacute;&hellip; E a Valentina tendo escrito o livro &lsquo;Deus, a Grande Farsa&rsquo;&rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do fanatismo presente no j&uacute;ri, ele pontua que os tribunais do Santo Of&iacute;cio atualmente s&atilde;o rejeitados at&eacute; pelo papa, que condena as medidas utilizadas s&eacute;culos atr&aacute;s. &ldquo;Eu penso que a religi&atilde;o em si nada tem a ver com essas pr&aacute;ticas mais de cunho pol&iacute;tico institucional, de uma &eacute;poca em que a Igreja precisava dominar o mundo e se valia da inquisi&ccedil;&atilde;o e da excomunh&atilde;o como os seus maiores instrumentos&rdquo;, concluiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MOVIMENTA&Ccedil;&Atilde;O ARGENTINA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ap&oacute;s o adiamento, o j&uacute;ri de Valentina deveria come&ccedil;ar em 29 de setembro. Na &eacute;poca, v&aacute;rios argentinos que apoiavam a r&eacute; viajaram at&eacute; Bel&eacute;m para acompanhar as sess&otilde;es. Eles passaram a realizar protestos em frente ao tribunal, defendendo a inoc&ecirc;ncia da suspeita, e a Pol&iacute;cia Federal logo entrou em a&ccedil;&atilde;o para tentar expuls&aacute;-los do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A corpora&ccedil;&atilde;o apresentou como argumento uma lei que proibia estrangeiros de se manifestarem publicamente sobre assuntos de interesse local. Em resposta, Dalledone afirmou &agrave; imprensa que entraria com um mandado de seguran&ccedil;a para que eles permanecessem em Bel&eacute;m.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A tens&atilde;o aumentou ainda mais diante da expectativa gerada pela per&iacute;cia das fitas enviadas ao Minist&eacute;rio P&uacute;blico pela PF. Segundo a pol&iacute;cia, os v&iacute;deos eram comprometedores contra Valentina e o grupo LUS.<\/p>\n\n\n\n<p>J&aacute; a defesa, representada por Dalledone, exigiu que pudesse apontar dois peritos para acompanhar a an&aacute;lise: <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/ari-ferreira-fontana\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado que atuou na defesa de Valentina na &eacute;poca do j&uacute;ri, em 2003\" class=\"encyclopedia\">Ari Ferreira Fontana<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/leocadio-casanova\/\" target=\"_self\" title=\"Perito escolhido pela defesa de Valentina na an&aacute;lise das fitas do LUS\" class=\"encyclopedia\">Leoc&aacute;dio Casanova<\/a>. Al&eacute;m disso, o advogado elaborou uma s&eacute;rie de perguntas a serem respondidas no laudo final. Em uma delas, ele quer saber, por exemplo, se o material apreendido pela PF veio de Guaratuba. Essa d&uacute;vida, por&eacute;m, nunca foi respondida.<\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/12\/2003-09-22-Dalledone-pergunta-se-as-fitas-vieram-de-Guaratuba.pdf\" target=\"_blank\">Perguntas de Dalledone sobre o conte&uacute;do e origem das fitas VHS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Por conta da demora na per&iacute;cia, o julgamento precisou ser adiado mais uma vez. Agora, a data escolhida era 19 de novembro de 2003. At&eacute; l&aacute;, apesar dos esfor&ccedil;os dos advogados, Valentina permaneceria presa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De um lado, com muita dificuldade, as fam&iacute;lias das v&iacute;timas recebiam ajuda de entidades para se manter em Bel&eacute;m, j&aacute; em n&uacute;mero bastante reduzido, se&nbsp;comparado ao primeiro j&uacute;ri. Do outro, os argentinos buscavam autoriza&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a para permanecer no Brasil, o que conseguiram eventualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa agora ganhava tempo para melhorar as estrat&eacute;gias. Enquanto isso, os seguidores do LUS concediam entrevistas na imprensa para quem estivesse disposto a ouvi-los. Um dos membros, um argentino chamado <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/sergio-bonorino\/\" target=\"_self\" title=\"Membro do LUS que deu entrevista para a TV\" class=\"encyclopedia\">S&eacute;rgio Bonorino<\/a>, chegou a participar na ocasi&atilde;o do programa &ldquo;Sem Censura&rdquo;, da TV Cultura do Par&aacute;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um trecho de 20 minutos desta conversa est&aacute; dispon&iacute;vel aqui na enciclop&eacute;dia, gra&ccedil;as ao vasto acervo organizado por Dalledone. Na &eacute;poca, os integrantes do Lineamento gravaram tudo o que aparecia na TV sobre o julgamento, e esse material foi guardado pelo advogado. As imagens est&atilde;o em preto e branco porque eles usaram um v&iacute;deo cassete argentino, que tinha outro sistema de cor.<\/p>\n\n\n\n<p>Na entrevista, S&eacute;rgio afirma que o LUS n&atilde;o &eacute; uma seita, mas sim uma associa&ccedil;&atilde;o civil sem fins lucrativos fundada na Argentina. No Brasil, o grupo seria o mesmo que uma ONG, segundo ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre as ideias do Lineamento, o integrante cita a obra de Valentina. &ldquo;Quem leu o livro interpreta perfeitamente o que a senhora quis dizer. Ela fala de um deus com &lsquo;d&rsquo; pequeno, o que a religi&atilde;o cat&oacute;lica v&ecirc; como o dem&ocirc;nio; e de um Deus com &lsquo;D&rsquo; grande, que a religi&atilde;o cat&oacute;lica v&ecirc; como Deus. Ela fala de universo, que &eacute; amor. Ent&atilde;o, a rela&ccedil;&atilde;o &eacute; muito parecida&rdquo;, afirmou. <\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=AWHY-Dn8akk\" target=\"_blank\">Entrevista com S&eacute;rgio Bonorino para a TV Cultura do Par&aacute;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTRAT&Eacute;GIAS<\/strong> <strong>DA DEFESA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 12 de novembro de 2003, uma semana antes do j&uacute;ri, a defesa de Valentina partiu para o ataque. Naquele momento, o processo dos meninos emasculados de Altamira tinha 16 volumes, o que j&aacute; era considerado numeroso. Mas os defensores da r&eacute; decidiram anexar todos os materiais citados no epis&oacute;dio passado: o caso Evandro; uma s&eacute;rie de documentos sobre o LUS; o inqu&eacute;rito de Umuarama, no Paran&aacute;; not&iacute;cias sobre mortes e desaparecimentos de crian&ccedil;as no Brasil; e um processo do Lineamento contra o canal de TV que produziu o document&aacute;rio &ldquo;Crimes e Rituais&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat&eacute;gia era deixar claro que, se havia qualquer rela&ccedil;&atilde;o de Valentina com todos os crimes juntados, agora a acusa&ccedil;&atilde;o teria que apontar exatamente onde estavam as provas contra ela. Nessa manobra, o processo passou de 16 para 60 volumes. E os advogados prometeram que todas as milhares de p&aacute;ginas seriam lidas no j&uacute;ri.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al&eacute;m disso, a defesa tamb&eacute;m anexou v&aacute;rios v&iacute;deos caseiros do LUS, que mostravam palestras sobre ufologia e atividades banais, como festas juninas, jantares, apresenta&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas e jogos de v&ocirc;lei. Eram horas e horas de afazeres mundanos. Um ou outro elemento pode ser considerado meio esquisito, como uma dan&ccedil;a que Valentina faz com uma mulher encapuzada, que seria uma representa&ccedil;&atilde;o da luta da luz contra as trevas.<\/p>\n\n\n\n<p>O conte&uacute;do das fitas est&aacute; dispon&iacute;vel abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=LvwZkvnICU0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRECHOS LUS 1 &ndash; Entrevista Carlos Calvo, confer&ecirc;ncias etc.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=rFNURg1MODU\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRECHOS LUS 2 (no final, h&aacute; a dan&ccedil;a de Valentina sobre &ldquo;Luz contra Trevas&rdquo;)&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Pprtgv46kEQ\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRECHOS LUS 3<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=h0DbCjISrCY\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRECHOS LUS 4&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=P3-ZMM6lp1E\" target=\"_blank\">TRECHOS LUS 5 (Apresenta&ccedil;&otilde;es de dan&ccedil;as diversas)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=TYWjSwdGeH4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">TRECHOS LUS 6<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Entre as grava&ccedil;&otilde;es, uma das mais interessantes &eacute; um depoimento de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/roberto-olivera\/\" target=\"_self\" title=\"Marido de Valentina entre 1970 e 1980\" class=\"encyclopedia\">Roberto Olivera<\/a>, ex-marido da l&iacute;der do LUS. No v&iacute;deo, o argentino conta como ambos se conheceram em Altamira na d&eacute;cada de 1970, enquanto Valentina ainda era casada com <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/duilio-nolasco-pereira\/\" target=\"_self\" title=\"Marido de Valentina entre 1953 e 1973\" class=\"encyclopedia\">Du&iacute;lio Nolasco Pereira<\/a>. Ele explica ainda como o casal come&ccedil;ou a desenvolver as ideias que mais tarde serviriam para lan&ccedil;ar as bases do Lineamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_cv4-fWcTio\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Relato de Roberto Olivera<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O livro de Valentina, &ldquo;Deus, a Grande Farsa&rdquo;, tamb&eacute;m foi juntado na &iacute;ntegra pela acusa&ccedil;&atilde;o, e a defesa n&atilde;o se op&ocirc;s. Pelo contr&aacute;rio: exigiu que a obra fosse lida na &iacute;ntegra durante o j&uacute;ri.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa quantidade de materiais, especulava-se que o julgamento de Valentina poderia levar semanas &ndash; diferente dos anteriores, que duraram tr&ecirc;s dias.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Dalledone, a defesa queria mostrar para os jurados que as ideias e atividades do LUS eram inofensivas. &ldquo;Era um contexto enfadonho, chato e que n&atilde;o tinha nada de magia negra. Era gente brincando, se divertindo, comendo, e a Valentina se manifestando. Naquele cen&aacute;rio, isso foi determinante no julgamento. Uma coisa &eacute; voc&ecirc; mostrar um trecho pequeno, como fizeram com o livro. E, com rela&ccedil;&atilde;o a ele, decidimos fazer a leitura completa para contextualizar&rdquo;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o conte&uacute;do da obra, o advogado relembrou do parecer realizado em 2001 pela fil&oacute;sofa aposentada <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/socorro-patello\/\" target=\"_self\" title='Professora que produziu uma an&aacute;lise do livro \"Deus, a Grande Farsa\"' class=\"encyclopedia\">Socorro Patello<\/a>, que foi professora da Universidade Federal do Par&aacute;. Na an&aacute;lise, ela conclui que o livro n&atilde;o cont&eacute;m nenhum elemento incriminador. O documento foi anexado nos autos e a professora acabou arrolada como uma das testemunhas de defesa de Valentina.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/16k2u5--PlvDVoCjYd5sNL3stDEN36LQh\/view\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">An&aacute;lise do livro &ldquo;Deus, a Grande Farsa&rdquo;, por Socorro Patello<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;N&atilde;o ler o livro seria suic&iacute;dio. Seria um verdadeiro suic&iacute;dio. N&oacute;s t&iacute;nhamos que, se poss&iacute;vel, ler da primeira at&eacute; a &uacute;ltima p&aacute;gina dos volumes para que os jurados verificassem que toda aquela parafern&aacute;lia n&atilde;o continha sequer um ind&iacute;cio contra Valentina&rdquo;, comentou o advogado Busato.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PER&Iacute;CIA NAS FITAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 14 de novembro, a per&iacute;cia das fitas VHS finalmente ficou pronta. Infelizmente, as grava&ccedil;&otilde;es anexadas aos autos estavam com defeito e n&atilde;o puderam ser digitalizadas. O conte&uacute;do delas, no entanto, aparece em reportagens da &eacute;poca e no pr&oacute;prio laudo existente nos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento falava em duas fitas. A primeira mostra um encontro do Lineamento Universal Superior, com a presen&ccedil;a de Valentina. Uma c&oacute;pia da grava&ccedil;&atilde;o foi encontrada no acervo de Dalledone e cedida ao Projeto Humanos. Ela &eacute; datada de 13 de setembro de 1990 e tem quase tr&ecirc;s horas de dura&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas imagens, h&aacute; uma sala cheia de membros do LUS, com a l&iacute;der na frente de todos. Ela est&aacute; acompanhada do ent&atilde;o marido, <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/jose-alfredo-teruggi\/\" target=\"_self\" title=\"Marido de&nbsp;Valentina de Andrade em 1992\" class=\"encyclopedia\">Jos&eacute; Alfredo Teruggi<\/a>, e do ex-parceiro <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/roberto-olivera\/\" target=\"_self\" title=\"Marido de Valentina entre 1970 e 1980\" class=\"encyclopedia\">Roberto Olivera<\/a>. Apesar da separa&ccedil;&atilde;o anos atr&aacute;s, ambos continuaram amigos.<\/p>\n\n\n\n<p>O v&iacute;deo &eacute; separado em partes. Na primeira delas, Valentina conversa com um grupo de pessoas em uma sala pequena, que parece ser um audit&oacute;rio. A l&iacute;der anda de um lado para o outro, e &agrave;s vezes os membros do LUS se curvam quando ela passa, em uma esp&eacute;cie de rever&ecirc;ncia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na parede ao fundo h&aacute; um aviso de &ldquo;n&atilde;o fumar&rdquo;, enquanto Valentina segura um cigarro. Ela abra&ccedil;a um homem e dan&ccedil;a brevemente com outro. Depois, junto com outra mulher, brinca com Teruggi, e os tr&ecirc;s riem. Os convidados ao redor aplaudem.<\/p>\n\n\n\n<p>A l&iacute;der sai momentaneamente e retorna em seguida. Todos, ent&atilde;o, se curvam. Ela fala para um homem ao lado de Teruggi: &ldquo;Ol&aacute;, papai. Finalmente te encontrei&rdquo;. Valentina o abra&ccedil;a, e depois eles abra&ccedil;am Teruggi. A plateia aplaude.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todos s&atilde;o amigos ali. Eles fazem brincadeiras internas dif&iacute;ceis de serem compreendidas por quem &eacute; de fora. Mais adiante, a l&iacute;der do LUS vai para uma sala maior. H&aacute; mais pessoas l&aacute;. Ela sobe em um pequeno palco, e ao seu lado est&atilde;o Teruggi e o ex-companheiro Olivera.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em um microfone, Valentina discursa de frente para o p&uacute;blico, explicando as suas ideias, respondendo perguntas e fazendo piadas. Apesar de ser um encontro casual, &eacute; vis&iacute;vel que ela ostenta autoridade e admira&ccedil;&atilde;o por parte dos seguidores, que a chamam de &ldquo;mama&rdquo; &ndash; ou seja, &ldquo;mam&atilde;e&rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<p>Perto da segunda hora do v&iacute;deo, quem come&ccedil;a a falar &agrave; plateia &eacute; Olivera. Tanto ele quanto Valentina discorrem sobre as chamadas &ldquo;Verdades&rdquo;, os ensinamentos que as Individualidades C&oacute;smicas teriam revelado para o casal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/extras\/extras-episodio-15\/\">epis&oacute;dio 15 desta temporada<\/a>, as ideias do LUS s&atilde;o abordadas com mais detalhes. De qualquer forma, &eacute; poss&iacute;vel dizer que elas se assemelham com qualquer doutrina esot&eacute;rica da Nova Era, movimento cultural que surgiu na d&eacute;cada de 1960. Essa corrente tinha a tend&ecirc;ncia de misturar diversas religi&otilde;es, ideias filos&oacute;ficas, ufologia, f&iacute;sica qu&acirc;ntica e misticismos, mas sem muita defini&ccedil;&atilde;o ou aprofundamento.<\/p>\n\n\n\n<p>No v&iacute;deo, Valentina e Olivera fazem piadas, e o p&uacute;blico ri. Todos parecem se divertir. O &aacute;udio nem sempre tem uma boa qualidade, por isso n&atilde;o foi poss&iacute;vel transcrever e traduzir tudo para a produ&ccedil;&atilde;o das legendas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por volta de 1h40, tudo fica escuro. Esta &eacute; a terceira parte da reuni&atilde;o. Agora, os seguidores assistem a um v&iacute;deo exibido em uma tela ao fundo. Provavelmente, &eacute; uma grava&ccedil;&atilde;o de Valentina conversando com Individualidades C&oacute;smicas que se incorporaram em Teruggi. Ela e os seus admiradores, a quem chama de &ldquo;filhos&rdquo;, tinham o costume de registrar essas intera&ccedil;&otilde;es. A sess&atilde;o dura cerca de uma hora. Por volta de 2h37, ouvem-se aplausos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A exibi&ccedil;&atilde;o chega ao fim e as luzes se acendem. A l&iacute;der do LUS se levanta, abra&ccedil;a e beija o rosto e a testa do ex-companheiro Olivera. Ela se vira, sorri, pega na m&atilde;o de Teruggi, e eles retornam ao palco. Com o microfone e um cigarro em m&atilde;os, Valentina volta a falar sobre a comunica&ccedil;&atilde;o com as individualidades e as demais ideias do Lineamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=bs9S9J74IB8\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">V&iacute;deo da reuni&atilde;o do Lineamento Universal Superior&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Para quem &eacute; de fora do grupo, este certamente &eacute; um v&iacute;deo intrigante. Se voc&ecirc; acredita que est&aacute; diante de um grupo sat&acirc;nico, &eacute; ineg&aacute;vel que as imagens podem ser assustadoras. Nesta primeira fita, por&eacute;m, n&atilde;o h&aacute; nada que seja exatamente incriminador. Segundo a promotoria, o grande trunfo para o caso estava na outra grava&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>O laudo da per&iacute;cia afirma que a segunda fita era um compilado de v&aacute;rios momentos, com cerca de 46 cortes. Desse v&iacute;deo, infelizmente, nenhuma c&oacute;pia foi encontrada. Mas &eacute; poss&iacute;vel saber seu conte&uacute;do por meio do que foi reportado pela imprensa e pelo pr&oacute;prio relat&oacute;rio da per&iacute;cia.<\/p>\n\n\n\n<p>No v&iacute;deo, h&aacute; trechos de outras reuni&otilde;es similares &agrave;quela j&aacute; descrita, al&eacute;m de jogos de v&ocirc;lei, dan&ccedil;as e apresenta&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas. Pelas imagens do laudo, tem-se a impress&atilde;o de que tudo isso ocorreu em um grande encontro do Lineamento, como se fosse um festival.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dos 46 cortes, dois chamaram a aten&ccedil;&atilde;o dos acusadores. Um deles &eacute; o famoso momento em que Valentina presenteia Teruggi com uma pistola 9 mil&iacute;metros. Na ocasi&atilde;o, ela fala: &ldquo;as balas de prata s&atilde;o para matar os vampirinhos&rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista &agrave; Rede Globo na &eacute;poca do j&uacute;ri, a promotora <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/rosana-cordovil\/\" target=\"_self\" title=\"Promotora que atuou no j&uacute;ri dos acusados em 2003\" class=\"encyclopedia\">Rosana Cordovil<\/a> defende que o termo &ldquo;vampirinhos&rdquo; se refere &agrave;s v&iacute;timas. &ldquo;Foi lido um trecho do livro onde consta que o beb&ecirc; no ventre da m&atilde;e &eacute; um vampiro, porque suga as energias maternas. A arma foi dada ao Teruggi para matar crian&ccedil;as&rdquo;, afirma ela.<\/p>\n\n\n\n<p>A passagem mencionada pela promotora est&aacute; na p&aacute;gina 99 da edi&ccedil;&atilde;o original da obra, em um cap&iacute;tulo no qual Valentina fala sobre gesta&ccedil;&atilde;o e nascimento. Em resumo, dentro da vis&atilde;o pessimista de mundo, a autora explica que o ato de nascer &eacute; violento e que a mulher gr&aacute;vida tem as energias sugadas pelo beb&ecirc; dentro do ventre. Na p&aacute;gina 95, l&ecirc;-se:<\/p>\n\n\n\n<p><em>O feto ou beb&ecirc; que ela abrigava em seu ventre NUNCA teve vida pr&oacute;pria, pois &eacute; imposs&iacute;vel que duas Energias resguardem uma s&oacute; mat&eacute;ria, pois geraria desequil&iacute;brio e briga energ&eacute;tica. O beb&ecirc; respira, se move, vai crescendo, mas sempre alimentado pela Energia da gestante. Ele &eacute; um corpo parasita, sem vida pr&oacute;pria e sugador energ&eacute;tico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Quest&otilde;es espirituais &agrave; parte, Ivan Mizanzuk diz que j&aacute; ouviu de m&eacute;dicos essa analogia do feto como um parasita, uma vez que a gestante gasta muita energia na produ&ccedil;&atilde;o de uma nova vida. O que Valentina defende, em linhas gerais, &eacute; que a Energia individualizada que se materializa no beb&ecirc; s&oacute; se concretiza ap&oacute;s o corte do cord&atilde;o umbilical. Logo, dentro do &uacute;tero, ele ainda n&atilde;o seria uma pessoa de fato. Seguindo esse racioc&iacute;nio, a l&iacute;der do LUS chega a ser claramente a favor do aborto, como mostra o trecho a seguir:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Para quem carrega em sua consci&ecirc;ncia remorsos, culpas, ang&uacute;stias e acusa&ccedil;&otilde;es que desesperam por haverem abortado, propositalmente ou n&atilde;o, pode estar certa de que n&atilde;o cometeu nenhum assassinato. Eu poderia citar ainda muitos exemplos comprobat&oacute;rios, e referir-me a gestantes mortas em acidentes; o que sucede com o feto quando ela aborta por maus tratos e outros fatos semelhantes, mas realmente, ainda tenho muito que contar e deixarei os detalhes de lado. Mas em quaisquer destas circunst&acirc;ncias, n&atilde;o culpem nem julguem a ningu&eacute;m como assassinos, pois estar&atilde;o cometendo grav&iacute;ssima injusti&ccedil;a. Mas n&atilde;o pelo revelado iremos aprovar que impe&ccedil;am a um feto receber vida.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Acredito que, por a&iacute;, muitos j&aacute; estar&atilde;o predispostos a arremessar esse Livro na minha cabe&ccedil;a. Mas como n&atilde;o estou por perto, estar&atilde;o me julgando &ndash; e n&atilde;o sei com quais direitos adquiridos &ndash; de capeta, mentirosa, mulher do satan&aacute;s, e sei l&aacute; com quantos adjetivos mais. Mas n&atilde;o me importa em absoluto. Realmente n&atilde;o me importa NADA. E se quiser saber, satan&aacute;s &eacute; voc&ecirc;, que julga sem Conhecer, que vive nas trevas, n&atilde;o sabe o que &eacute; LUZ, e menos ainda VERDADE.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Mais adiante, Valentina relaciona os beb&ecirc;s no &uacute;tero como vampiros, no trecho apontado pela promotora:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Existem casos em que a gestante, ao tornar-se m&atilde;e, entra em estados an&iacute;micos, sentindo depress&otilde;es, cansa&ccedil;os, apatias etc. A mat&eacute;ria vai definhando, fatos para os quais n&atilde;o encontra explica&ccedil;&otilde;es. Quando tem sequ&ecirc;ncia este desenrolar de comportamentos, deve-se &agrave; Energia da crian&ccedil;a que foi por demais utilizada em reencarna&ccedil;&otilde;es, e guarda em suas Mem&oacute;rias agressividades escondidas, de uma absorvedora, ou vampiro de outras Energias.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1h3R923Jsix5_DWSHwc8wDdnBIc14wh_9\/view\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Deus, a Grande Farsa (vers&atilde;o original 1985-86) &ndash; Valentina de Andrade<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no per&iacute;odo do j&uacute;ri, Valentina concedeu entrevista &agrave; imprensa para explicar o que quis dizer com a pol&ecirc;mica frase sobre &ldquo;matar vampirinhos&rdquo;. &ldquo;N&oacute;s costumamos nos reunir para brincar. Tinha um morcego que andava sempre para l&aacute; e para c&aacute;, e n&oacute;s o apelidamos de &lsquo;vampirinho&rsquo;. Brincando, eu falei &lsquo;isso &eacute; para matar vampirinho&rsquo;&rdquo;, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de toda a repercuss&atilde;o, o v&iacute;deo da pistola era o menos impactante. As imagens consideradas mais importantes para a acusa&ccedil;&atilde;o estavam em outro trecho da fita. Elas faziam refer&ecirc;ncia a uma pe&ccedil;a teatral, que a promotoria considerou como uma simula&ccedil;&atilde;o de emascula&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na grava&ccedil;&atilde;o, v&aacute;rias pessoas assistem ao momento em que um homem finge introduzir uma furadeira na barriga de uma pessoa deitada no ch&atilde;o. Em seguida, ele passa um spray na regi&atilde;o da virilha do indiv&iacute;duo e de l&aacute; retira um bal&atilde;o. Para a acusa&ccedil;&atilde;o, o objeto representa os &oacute;rg&atilde;os genitais das v&iacute;timas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como o coment&aacute;rio sobre os &ldquo;vampirinhos&rdquo;, Valentina tamb&eacute;m tentou se defender dessa tese da promotoria. Segundo ela, tudo n&atilde;o passava de uma brincadeira. &ldquo;Eles estavam brincando. N&atilde;o &eacute; que p&ocirc;s a furadeira. Era o que tinha l&aacute; e eles pegaram. Eles estavam brincando como se fosse uma cura espiritual. Inclusive, a igreja adventista, se n&atilde;o me engano, tem um v&iacute;deo que mostra exatamente a mesma brincadeira. Vamos trazer os adventistas aqui para serem incriminados ent&atilde;o&rdquo;, comentou a l&iacute;der do LUS em entrevista &agrave; imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da pe&ccedil;a teatral parecer suspeita para os acusadores, Ivan Mizanzuk acha dif&iacute;cil que ela de fato simule uma emascula&ccedil;&atilde;o. Ele acredita que n&atilde;o faz sentido uma suposta seita diab&oacute;lica encenar os crimes que cometia. Al&eacute;m disso, o instrumento utilizado, uma furadeira, &eacute; estranho nesse contexto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para finalizar, h&aacute; tamb&eacute;m um detalhe deixado de lado pela promotoria: v&aacute;rias pessoas aparecem na grava&ccedil;&atilde;o, entre os atores da pe&ccedil;a e o pr&oacute;prio p&uacute;blico. Se de fato a encena&ccedil;&atilde;o &eacute; de um crime ritual&iacute;stico, todos os presentes deveriam ser identificados e interrogados como poss&iacute;veis c&uacute;mplices. Isso, no entanto, nunca ocorreu. No fim, a fita jamais foi investigada com profundidade e acabou anexada aos autos sem qualquer contexto.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, os defensores sempre afirmaram que o v&iacute;deo mostrava uma pe&ccedil;a de teatro sem import&acirc;ncia, e tamb&eacute;m nunca desenvolveram essa vers&atilde;o. Nesses casos, &eacute; comum lembrar que o &ocirc;nus da prova &eacute; de quem acusa, mas ainda assim Ivan sente que os advogados da r&eacute; poderiam ter ido al&eacute;m. Uma ideia, por exemplo, seria a pr&oacute;pria defesa identificar os atores, para que explicassem o prop&oacute;sito da pe&ccedil;a. Mesmo assim, existia uma grande chance de todo esse trabalho n&atilde;o surtir efeito no j&uacute;ri. Afinal, a pr&oacute;pria justificativa de Valentina para a encena&ccedil;&atilde;o pode ser considerada estranha.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1vSdtgoeqV6KpD-vr-NpSuSPMUBxtu7Ve\/view\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Laudo pericial das fitas VHS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>IN&Iacute;CIO DO J&Uacute;RI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O j&uacute;ri de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/valentina-de-andrade\/\" target=\"_self\" title=\"L&iacute;der do Lineamento Universal Superior\" class=\"encyclopedia\">Valentina de Andrade<\/a> come&ccedil;ou em 19 de novembro de 2003. O volume de pe&ccedil;as anexadas pela defesa indicava que ele seria extremamente longo. A leitura dos documentos tomaria os primeiros dias, e s&oacute; depois as testemunhas de defesa e acusa&ccedil;&atilde;o falariam em plen&aacute;rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&Eacute; nesse ponto que as expectativas estavam altas, pois um novo nome entrou na lista da promotoria: <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/edmilson-da-silva-frazao\/\" target=\"_self\" title='Testemunha que diz ter participado de uma \"missa negra\" na ch&aacute;cara de An&iacute;sio' class=\"encyclopedia\">Edmilson da Silva Fraz&atilde;o<\/a> finalmente foi localizado para participar do j&uacute;ri. Principal testemunha contra Valentina, pela primeira vez, ele estaria frente a frente com a r&eacute;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, do lado da defesa, havia uma surpresa ainda maior. Entre os convocados, estavam o delegado da Pol&iacute;cia Civil <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/brivaldo-pinto-soares-filho\/\" target=\"_self\" title=\"Delegado respons&aacute;vel pelo inqu&eacute;rito de Jaenes em outubro de 1992\" class=\"encyclopedia\">Brivaldo Pinto Soares Filho<\/a>, respons&aacute;vel pelo inqu&eacute;rito de Jaenes em 1992; e o agente da Pol&iacute;cia Federal <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/jose-carlos-de-souza-machado\/\" target=\"_self\" title=\"Policial federal que chefiou as investiga&ccedil;&otilde;es em Altamira\" class=\"encyclopedia\">Jos&eacute; Carlos de Souza Machado<\/a>, chefe da miss&atilde;o de 1993 que apontou a seita como a culpada pelos crimes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado Dalledone, chamar autoridades como essas &eacute; uma estrat&eacute;gia que visa escancarar os problemas e incongru&ecirc;ncias do trabalho policial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Quando voc&ecirc; arrola um agente da Pol&iacute;cia Federal e um delegado da Pol&iacute;cia Civil que investigam a mesma coisa e t&ecirc;m narrativas contradit&oacute;rias, isso pode ser esclarecido ao Conselho de Senten&ccedil;a. &Eacute; no inqu&eacute;rito policial que voc&ecirc; mostra as mazelas, as imperfei&ccedil;&otilde;es e os defeitos de uma investiga&ccedil;&atilde;o, ainda mais quando voc&ecirc; est&aacute; defendendo um inocente. Porque a Valentina &eacute; inocente&rdquo;, disse o advogado ao Projeto Humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, afinal, como a defesa chegou ao nome de Jos&eacute; Carlos, um agente que mal aparece nos autos do processo? Como os advogados sabiam da exist&ecirc;ncia dele? A resposta veio depois de algumas conversas com o time de defensores, com destaque para o relato de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/frederick-wassef\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado que atuou na defesa de Valentina\" class=\"encyclopedia\">Frederick Wassef<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Como eu cheguei no Z&eacute; Carlos? Mas o Z&eacute; Carlos era o comandante de toda essa opera&ccedil;&atilde;o. Ele era o cara que participava de tudo o tempo todo. Eu perdi a conta de quantas vezes o encontrei no F&oacute;rum de Altamira, entrando e saindo de audi&ecirc;ncia, e depois no Tribunal de Justi&ccedil;a em Bel&eacute;m do Par&aacute;&rdquo;, disse Wassef.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado, em um desses encontros em Altamira, ambos travaram uma discuss&atilde;o acalorada. Enquanto Wassef defendia a inoc&ecirc;ncia de Valentina, o policial insistia na culpa da &ldquo;seita sat&acirc;nica&rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;V&aacute;rias vezes, durante as conversas, eu falava para ele: &lsquo;Doutor Jos&eacute;, a minha cliente &eacute; inocente. Como &eacute; que voc&ecirc;s est&atilde;o levando a cabo uma fraude dessas? Voc&ecirc;s est&atilde;o acusando uma senhora idosa que mora em Londrina, no Paran&aacute;, e que nunca pisou no Par&aacute; no per&iacute;odo em que esses crimes ocorreram. Voc&ecirc;s t&atilde;o de brincadeira?&rsquo;&rdquo;, descreveu o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Al&eacute;m disso, cara a cara com Jos&eacute; Carlos, Wassef argumentou a favor do livro &ldquo;Deus, a Grande Farsa&rdquo;. Ele lembra que a defesa distribuiu o manuscrito para jornalistas e membros do judici&aacute;rio, a fim de provar que n&atilde;o havia nada de criminoso nele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das pessoas que recebeu a obra foi o rep&oacute;rter <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/raul-thadeu\/\" target=\"_self\" title=\"Jornalista chamado pela defesa de Valentina para depor no j&uacute;ri\" class=\"encyclopedia\">Raul Thadeu<\/a>, do jornal O Liberal, que escreveu uma longa mat&eacute;ria sobre o conte&uacute;do escrito por Valentina. Na reportagem, de 25 de setembro de 1993, o jornalista afirma que n&atilde;o h&aacute; nenhum elemento no texto que aponte a autora como l&iacute;der de uma seita matadora de crian&ccedil;as.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mat&eacute;ria faz parte de uma s&eacute;rie de artigos cr&iacute;ticos que <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/raul-thadeu\/\" target=\"_self\" title=\"Jornalista chamado pela defesa de Valentina para depor no j&uacute;ri\" class=\"encyclopedia\">Raul Thadeu<\/a> produziu para O Libera na &eacute;poca.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1vy6QZWZ3RvQ2gPGXl3RGS6snoOLQX8qC\/view\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Mat&eacute;ria do jornal O Liberal &ndash; &ldquo;Altamira: fim do fr&aacute;gil inqu&eacute;rito&rdquo;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Quando eu tive certeza que eu estava diante de um policial federal que sabia da verdade, mas que divulgava a mentira e fazia de tudo para perseguir e prender inocentes, a temperatura subiu dentro do corredor do F&oacute;rum&rdquo;, comentou Wassef, ainda sobre a discuss&atilde;o com Jos&eacute; Carlos.<\/p>\n\n\n\n<p>A briga foi t&atilde;o feia, segundo ele, que outros colegas tiveram que intervir para conter os &acirc;nimos. &ldquo;Vieram outros advogados para acalmar, porque o policial come&ccedil;ou a vir forte para cima de mim, com amea&ccedil;as veladas e uma s&eacute;rie de coisas assim, sabe? Eu fui muito constrangido, n&atilde;o foi brincadeira&rdquo;, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Wassef ainda afirmou n&atilde;o saber o motivo pelo qual um agente da PF estava todo tempo no F&oacute;rum de Altamira acompanhando as audi&ecirc;ncias. Afinal, ele n&atilde;o era advogado ou promotor e, em teoria, n&atilde;o tinha nenhuma fun&ccedil;&atilde;o l&aacute; dentro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Realmente n&atilde;o era fun&ccedil;&atilde;o dele estar l&aacute;. Ali&aacute;s, n&atilde;o era nem caso de Pol&iacute;cia Federal, porque crime de homic&iacute;dio n&atilde;o &eacute; de compet&ecirc;ncia dela. Salvo por determina&ccedil;&atilde;o do presidente da Rep&uacute;blica ou do ministro da Justi&ccedil;a, uma situa&ccedil;&atilde;o absolutamente excepcional&rdquo;, finalizou.<\/p>\n\n\n\n<p>A produ&ccedil;&atilde;o do podcast entrou em contato com <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/jose-carlos-de-souza-machado\/\" target=\"_self\" title=\"Policial federal que chefiou as investiga&ccedil;&otilde;es em Altamira\" class=\"encyclopedia\">Jos&eacute; Carlos de Souza Machado<\/a>, para que apresentasse a sua vers&atilde;o dos fatos, mas ele n&atilde;o quis gravar entrevista.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/frederick-wassef\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado que atuou na defesa de Valentina\" class=\"encyclopedia\">Frederick Wassef<\/a> n&atilde;o participou do j&uacute;ri de Valentina, e tamb&eacute;m n&atilde;o atuaria mais no caso dos emasculados. No entanto, foi atrav&eacute;s dele que a defesa conheceu o agente da Pol&iacute;cia Federal e conseguiu arrol&aacute;-lo como testemunha. Na &eacute;poca do julgamento, Jos&eacute; Carlos j&aacute; estava aposentado.<\/p>\n\n\n\n<p>O palco, enfim, estava montado. A acusa&ccedil;&atilde;o tinha v&iacute;deos novos e uma importante testemunha contra Valentina. A defesa, por sua vez, apostava na leitura de milhares de p&aacute;ginas e em horas de v&iacute;deos enfadonhos de atividades do LUS. Al&eacute;m disso, usava a estrat&eacute;gia de convocar policiais que participaram das investiga&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento estava s&oacute; come&ccedil;ando.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Este epis&oacute;dio usou reportagens da Rede Globo, TV Cultura, TV Record, TV Bandeirantes e SBT.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As Novas Provas<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":35,"template":"","encyclopedia-category":[6],"encyclopedia-tag":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/encyclopedia\/745"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/encyclopedia"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/types\/encyclopedia"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=745"}],"wp:term":[{"taxonomy":"encyclopedia-category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/encyclopedia-category?post=745"},{"taxonomy":"encyclopedia-tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/encyclopedia-tag?post=745"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}