{"id":677,"date":"2022-11-17T00:01:00","date_gmt":"2022-11-17T03:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/?post_type=encyclopedia&#038;p=677"},"modified":"2022-11-29T11:37:28","modified_gmt":"2022-11-29T14:37:28","slug":"extras-episodio-19","status":"publish","type":"encyclopedia","link":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/extras\/extras-episodio-19\/","title":{"rendered":"Extras Epis\u00f3dio 19"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>LIGA&Ccedil;&Atilde;O COM GUARATUBA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O m&eacute;dico <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/anisio-ferreira-de-souza\/\" target=\"_self\" title=\"M&eacute;dico acusado no caso dos meninos emasculados\" class=\"encyclopedia\">An&iacute;sio Ferreira de Souza<\/a> foi o terceiro condenado no caso dos emasculados de Altamira, no in&iacute;cio de setembro de 2003. Antes dele, <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/amailton-madeira-gomes\/\" target=\"_self\" title=\"Filho de Amadeu Gomes, &eacute; um dos acusados no caso dos emasculados\" class=\"encyclopedia\">Amailton Madeira Gomes<\/a> e o ex-PM <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/carlos-alberto-dos-santos-lima\/\" target=\"_self\" title=\"Policial militar acusado no caso dos meninos\" class=\"encyclopedia\">Carlos Alberto dos Santos Lima<\/a> tamb&eacute;m foram considerados culpados pelo j&uacute;ri. <\/p>\n\n\n\n<p>Dos acusados, restavam agora serem julgados <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/cesio-flavio-caldas-brandao\/\" target=\"_self\" title=\"M&eacute;dico reconhecido por Agostinho como suspeito na morte de Jaenes\" class=\"encyclopedia\">C&eacute;sio Fl&aacute;vio Caldas Brand&atilde;o<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/valentina-de-andrade\/\" target=\"_self\" title=\"L&iacute;der do Lineamento Universal Superior\" class=\"encyclopedia\">Valentina de Andrade<\/a>. A ent&atilde;o l&iacute;der do Lineamento Universal Superior (LUS) estava naquele momento presa por ordem do juiz <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/ronaldo-valle\/\" target=\"_self\" title=\"Juiz que presidiu o j&uacute;ri dos acusados em 2003\" class=\"encyclopedia\">Ronaldo Valle<\/a>, ap&oacute;s um aviso da Pol&iacute;cia Federal de que a r&eacute; teria tentado fugir do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelo a isso, do outro lado do pa&iacute;s, no estado do Paran&aacute;, ocorria um importante desdobramento no caso de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/evandro-ramos-caetano\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a desaparecida e encontrada morta em abril de 1992 em Guaratuba\" class=\"encyclopedia\">Evandro Ramos Caetano<\/a>, morto em Guaratuba no ano de 1992.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, suspeitava-se que Valentina liderava uma seita sat&acirc;nica que sacrificava crian&ccedil;as em todo o pa&iacute;s. Em julho de 1992, ela foi acusada de envolvimento no sumi&ccedil;o de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/leandro-bossi\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a desaparecida em 15 de fevereiro de 1992 em Guaratuba\" class=\"encyclopedia\">Leandro Bossi<\/a>, tamb&eacute;m na cidade litor&acirc;nea paranaense. <\/p>\n\n\n\n<p>No caso Evandro, sete pessoas foram presas no Paran&aacute;. A l&iacute;der do LUS chegou a ser apontada como suspeita, mas logo foi descartada. Entre os acusados estavam a esposa e a filha do prefeito de Guaratuba, Celina e <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/beatriz-abagge\/\" target=\"_self\" title=\"Acusada no caso Evandro\" class=\"encyclopedia\">Beatriz Abagge<\/a>. Em 1998, elas foram julgadas no que ficou conhecido como o j&uacute;ri mais longo da hist&oacute;ria do Brasil, com 34 dias de dura&ccedil;&atilde;o. Essa hist&oacute;ria foi contada em detalhes na <a href=\"https:\/\/www.projetohumanos.com.br\/temporada\/o-caso-evandro\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">temporada passada do Projeto Humanos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap&oacute;s a absolvi&ccedil;&atilde;o das duas, o Minist&eacute;rio P&uacute;blico entrou com um recurso pedindo a anula&ccedil;&atilde;o do julgamento, sob a alega&ccedil;&atilde;o de que a escolha dos jurados teria sido contr&aacute;ria &agrave;s provas dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>Coincid&ecirc;ncia ou n&atilde;o, o parecer sobre a anula&ccedil;&atilde;o saiu justamente em 5 de setembro de 2003, um dia depois da condena&ccedil;&atilde;o de An&iacute;sio. A cobertura da imprensa no per&iacute;odo mostra que ambos os casos &ndash; Guaratuba e Altamira &ndash; se misturavam, e um parecia influenciar o outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma evid&ecirc;ncia disso &eacute; o coment&aacute;rio do apresentador <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/ricardo-chab\/\" target=\"_self\" title=\"Apresentador de programas policiais na TV nas d&eacute;cadas de 1990 e 2000\" class=\"encyclopedia\">Ricardo Chab<\/a> durante o extinto programa Tribuna na TV, da afiliada paranaense do SBT, na &eacute;poca dos j&uacute;ris. &ldquo;Ser&aacute; que agora v&atilde;o estabelecer uma liga&ccedil;&atilde;o entre a fam&iacute;lia Abagge e essa mulher no Par&aacute;, que morou em Guaratuba? Fica a interroga&ccedil;&atilde;o. Essa &eacute; a pergunta que toda a sociedade faz&rdquo;, afirmou o jornalista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como j&aacute; explicado na temporada passada, nenhum dos acusados no Paran&aacute; teve qualquer participa&ccedil;&atilde;o nas mortes de Evandro e Leandro. Todos foram torturados para confessar um crime que n&atilde;o cometeram. Al&eacute;m disso, nunca foi provada nenhuma conex&atilde;o entre os suspeitos de Guaratuba e Altamira.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, muitas pessoas acreditam at&eacute; hoje que esses casos possuem alguma rela&ccedil;&atilde;o, e que c&eacute;lulas de uma seita sat&acirc;nica estariam espalhadas pelo Brasil, sob o comando de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/valentina-de-andrade\/\" target=\"_self\" title=\"L&iacute;der do Lineamento Universal Superior\" class=\"encyclopedia\">Valentina de Andrade<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>J&Uacute;RI DE C&Eacute;SIO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O j&uacute;ri de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/cesio-flavio-caldas-brandao\/\" target=\"_self\" title=\"M&eacute;dico reconhecido por Agostinho como suspeito na morte de Jaenes\" class=\"encyclopedia\">C&eacute;sio Fl&aacute;vio Caldas Brand&atilde;o<\/a> teve in&iacute;cio em 8 de setembro de 2003. Logo no primeiro dia, os advogados de Valentina j&aacute; tentavam tir&aacute;-la da pris&atilde;o. Segundo eles, a r&eacute; era v&iacute;tima de uma persegui&ccedil;&atilde;o repleta de mal-entendidos. Um deles, por exemplo, seria a alega&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;cia Federal de que ela usava um nome falso.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa explicou que a l&iacute;der do LUS estava casada com um argentino chamado <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/valter-munoz\/\" target=\"_self\" title=\"Marido de Valentina de Andrade na &eacute;poca dos j&uacute;ris, em 2003\" class=\"encyclopedia\">Walter Mu&ntilde;oz<\/a> e, por isso, utilizou esse sobrenome ao se hospedar em S&atilde;o Paulo, antes da pris&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados tamb&eacute;m negavam a vers&atilde;o da Pol&iacute;cia Federal de que ela tentou fugir do pa&iacute;s. Com esses argumentos, eles buscavam revogar a pris&atilde;o da r&eacute;, o que de in&iacute;cio n&atilde;o foi concedido pelo juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, o j&uacute;ri come&ccedil;ava com o interrogat&oacute;rio de C&eacute;sio, que era defendido pelo doutor <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/janio-siqueira\/\" target=\"_self\" title=\"Advogado de defesa de C&eacute;sio Fl&aacute;vio Caldas Brand&atilde;o\" class=\"encyclopedia\">J&acirc;nio Siqueira<\/a>. Como era esperado, o acusado repetiu o conte&uacute;do das declara&ccedil;&otilde;es anteriores: refor&ccedil;ou que estava de plant&atilde;o no hospital quando <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/jaenes-da-silva-pessoa\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a emasculada e morta em outubro de 1992 em Altamira\" class=\"encyclopedia\">Jaenes da Silva Pessoa<\/a> foi morto, em primeiro de outubro de 1992, e que tinha testemunhas para comprovar o seu &aacute;libi.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte, 9 de setembro, os jurados ouviram as pessoas arroladas pela acusa&ccedil;&atilde;o &ndash; as mesmas presentes nos demais j&uacute;ris. Entre elas, as mais relevantes contra C&eacute;sio eram os dois sobreviventes, que sugeriam o uso de anestesia durante o ataque; e <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/agostinho-jose-da-costa\/\" target=\"_self\" title=\"Testemunha-chave que liga C&eacute;sio e Amailton ao crime contra Jaenes\" class=\"encyclopedia\">Agostinho Jos&eacute; da Costa<\/a>, que afirmava ter visto o m&eacute;dico sair do matagal no dia e local em que Jaenes foi morto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, prestaram depoimento as testemunhas de defesa, usadas para corroborar o &aacute;libi do r&eacute;u. Estavam na lista:<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/rita-evangelina-anchieta-pereira\/\" target=\"_self\" title=\"Testemunha que confirma &aacute;libi de C&eacute;sio\" class=\"encyclopedia\">Rita Evangelina Anchieta Pereira<\/a><\/strong>, professora do filho de C&eacute;sio em 1992, que confirma a rotina do m&eacute;dico em buscar o menino na escola.<\/li><li><strong><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/paulo-eduardo-feitosa-pereira\/\" target=\"_self\" title=\"Testemunha que confirma &aacute;libi de C&eacute;sio\" class=\"encyclopedia\">Paulo Eduardo Feitosa Pereira<\/a>, <\/strong>que alternava os dias com C&eacute;sio para levar os filhos de ambos para casa depois da aula.&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Tanto Rita quanto Paulo reiteraram que, em primeiro de outubro de 1992, perto das 12h, o r&eacute;u passou no col&eacute;gio para pegar as crian&ccedil;as. Essa afirma&ccedil;&atilde;o contrariava diretamente o relato de Agostinho, que dizia ter visto o m&eacute;dico saindo do matagal com um fac&atilde;o nesta mesma janela de tempo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As outras duas testemunhas eram referentes &agrave; manh&atilde; daquele dia:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/gracinda-lima-magalhaes\/\" target=\"_self\" title=\"Testemunha que confirma &aacute;libi de C&eacute;sio\" class=\"encyclopedia\">Gracinda Lima Magalh&atilde;es<\/a>, <\/strong>paciente de C&eacute;sio, afirmou ter sido atendida por ele naquela ocasi&atilde;o, quando passou por uma cirurgia de emerg&ecirc;ncia.<\/li><li><strong><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/liliane-tabosa-arraes\/\" target=\"_self\" title=\"M&eacute;dica e testemunha de defesa de C&eacute;sio\" class=\"encyclopedia\">Liliane Tabosa Arraes<\/a>, <\/strong>m&eacute;dica, relatou ter trabalhado com C&eacute;sio no hospital e visto o atendimento &agrave; Gracinda.&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>O depoimento de Liliane Tabosa foi marcado por muita pol&ecirc;mica. Para explicar tudo o que aconteceu, ela aceitou conceder uma entrevista para o podcast. Segundo a m&eacute;dica, o clima no plen&aacute;rio era bastante tenso, e a acusa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o media esfor&ccedil;os para intimid&aacute;-la.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Eu tinha certeza absoluta de que o que eu estava falando era verdade, porque eu n&atilde;o sou louca. Eu estava l&aacute; no dia&rdquo;, disse ela ao Projeto Humanos sobre a ocasi&atilde;o em que Gracinda foi atendida no hospital.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;A&iacute; o que acontece? Em um julgamento desses, parece que as testemunhas de defesa j&aacute; s&atilde;o inimigas da promotoria, porque ela est&aacute; l&aacute; para acusar. Como eu tinha muita certeza do que eu estava dizendo, isso gerou uma certa antipatia do promotor, pois ele n&atilde;o conseguiu me manipular&rdquo;, completou. O &ldquo;promotor&rdquo; a quem Liliane se refere &eacute; o assistente de acusa&ccedil;&atilde;o <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/clodomir-araujo\/\" target=\"_self\" title=\"Assistente de acusa&ccedil;&atilde;o nos j&uacute;ris em 2003\" class=\"encyclopedia\">Clodomir Ara&uacute;jo<\/a>, que a interrogou no tribunal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A situa&ccedil;&atilde;o se complica ainda mais com a suspeita da promotoria de que a m&eacute;dica faria parte da seita e teria at&eacute; mesmo examinado algumas v&iacute;timas, com o intuito de esconder evid&ecirc;ncias. O foco da acusa&ccedil;&atilde;o estava em supostos procedimentos realizados no <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/segundo-sobrevivente\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a que sobreviveu ap&oacute;s ser emasculada em 1989\" class=\"encyclopedia\">Segundo Sobrevivente<\/a> e em <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/wandicley-oliveira-pinheiro\/\" target=\"_self\" title=\"Terceiro sobrevivente do caso dos emasculados de Altamira\" class=\"encyclopedia\">Wandicley Oliveira Pinheiro<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambos os casos, por&eacute;m, a doutora Liliane tinha provas de que n&atilde;o trabalhou nestes per&iacute;odos. Quando o <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/segundo-sobrevivente\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a que sobreviveu ap&oacute;s ser emasculada em 1989\" class=\"encyclopedia\">Segundo Sobrevivente<\/a> foi atacado, ela havia sa&iacute;do de f&eacute;rias; j&aacute; no evento que vitimou Wandicley, ela estava em licen&ccedil;a-maternidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As suspeitas, no entanto, n&atilde;o param por a&iacute;. Havia tamb&eacute;m d&uacute;vidas em rela&ccedil;&atilde;o aos meninos assassinados: teria a m&eacute;dica conduzido alguma per&iacute;cia? De acordo com os autos, ela assinou um laudo cadav&eacute;rico de Jaenes, junto com outro colega, <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/aroldo-rodrigues-alves\/\" target=\"_self\" title=\"M&eacute;dico que assina um breve laudo cadav&eacute;rico de Jaenes\" class=\"encyclopedia\">Aroldo Rodrigues Alves<\/a>. Esse documento &eacute; curioso pois nenhum dos dois eram legistas. Quem cumpria essa fun&ccedil;&atilde;o na cidade era o doutor <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/armando-aragao\/\" target=\"_self\" title=\"M&eacute;dico legista\" class=\"encyclopedia\">Armando Arag&atilde;o<\/a>, j&aacute; citado no podcast. Por que ent&atilde;o eles assinaram o exame?<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Liliane, o &uacute;nico legista concursado para atender a popula&ccedil;&atilde;o de Altamira era de fato Arag&atilde;o. Antes de se mudar para l&aacute;, por&eacute;m, n&atilde;o era incomum que ele fosse chamado para examinar corpos na cidade, mesmo morando na capital do estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, antes disso, a precariedade era ainda maior. &ldquo;Eu cheguei em Altamira em 1987. Nessa &eacute;poca, a gente n&atilde;o chamava ningu&eacute;m de Bel&eacute;m ou de qualquer outro lugar. N&oacute;s mesmos faz&iacute;amos. Quando um corpo era encontrado com uma causa mortis que n&atilde;o fosse natural, ele acabava sendo levado para o Hospital do Sesp, onde eu trabalhava&rdquo;, explicou a m&eacute;dica.<\/p>\n\n\n\n<p>No local, havia apenas um necrot&eacute;rio, sem uma estrutura ou equipamentos adequados para uma per&iacute;cia completa. Foi exatamente nesse contexto que ela auxiliou a elabora&ccedil;&atilde;o do laudo de Jaenes. &ldquo;Sobre esse caso eu n&atilde;o tenho muitos detalhes porque o procedimento foi executado mais pelo doutor Aroldo. Eu participei, na verdade, dos momentos finais&rdquo;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/11\/1992-10-06-Laudo-Cadaverico-Jaenes.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Laudo cadav&eacute;rico de Jaenes assinado por Liliane e Aroldo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Jaenes, contudo, n&atilde;o foi o &uacute;nico garoto examinado na presen&ccedil;a de Liliane. Segundo ela, mais forte na lembran&ccedil;a est&aacute; o laudo de <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/judirley-da-cunha-chipaia\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a emasculada e morta em janeiro de 1992 em Altamira\" class=\"encyclopedia\">Judirley da Cunha Chipaia<\/a>, morto em janeiro de 1992. A m&eacute;dica confirma que fez uma primeira an&aacute;lise do corpo do menino e se lembra com nitidez de um detalhe espec&iacute;fico.<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Ele tinha uma les&atilde;o que a gente chama de &lsquo;contusa&rsquo; na fronte, na testa. Como n&oacute;s n&atilde;o t&iacute;nhamos equipamentos para abrir a cabe&ccedil;a dele, n&atilde;o havia como determinar se isso provocou um traumatismo craniano ou n&atilde;o, indicando uma poss&iacute;vel causa da morte. Por causa disso, ele foi exumado depois&rdquo;, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Curiosamente, esse primeiro laudo mencionado pela m&eacute;dica n&atilde;o consta nos autos. Apenas o exame de exuma&ccedil;&atilde;o, assinado por Arag&atilde;o e <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/jose-maria-feitosa\/\" target=\"_self\" title=\"Legista que auxiliou no laudo de necropsia de Rot&iacute;lio\" class=\"encyclopedia\">Jos&eacute; Maria Feitosa<\/a>, foi inclu&iacute;do no processo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/11\/1992-01-08-Laudo-e-Ata-de-Exumacao-Judirley_compressed.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Laudo de exuma&ccedil;&atilde;o de Judirley assinado por Arag&atilde;o e Jos&eacute; Maria Feitosa<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<strong>&ldquo;FALSO TESTEMUNHO&rdquo;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os &acirc;nimos foram se exaltando cada vez mais ao longo do depoimento de Liliane Tabosa no j&uacute;ri. Ela tem marcado na mem&oacute;ria, por exemplo, um momento em que confrontou o assistente de acusa&ccedil;&atilde;o <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/clodomir-araujo\/\" target=\"_self\" title=\"Assistente de acusa&ccedil;&atilde;o nos j&uacute;ris em 2003\" class=\"encyclopedia\">Clodomir Ara&uacute;jo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo come&ccedil;ou quando ele apontou que o atendimento &agrave; Gracinda naquele primeiro de outubro de 1992 n&atilde;o ficou registrado no hospital. O juiz Valle, ent&atilde;o, perguntou &agrave; Liliane se era poss&iacute;vel que esse tipo de coisa acontecesse no dia a dia da profiss&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Eu respondi que sim, que isso j&aacute; havia ocorrido outras vezes. Quando voc&ecirc; est&aacute; diante de uma urg&ecirc;ncia ou emerg&ecirc;ncia, voc&ecirc; corre para salvar a vida do paciente. N&atilde;o importa se ele se chama Jo&atilde;o ou Maria, ou qual &eacute; o sobrenome dele. Eu tenho um foco ali, eu fa&ccedil;o o que tenho que fazer e converso essa quest&atilde;o administrativa depois. Se conversar, conversou. Se n&atilde;o, o importante &eacute; voc&ecirc; salvar aquela vida&rdquo;, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Liliane, o assistente de acusa&ccedil;&atilde;o se mostrou irritado com a resposta. &ldquo;Para ele, os m&eacute;dicos eram os maus elementos, os bandidos. O C&eacute;sio era o assassino e eu a mentirosa. O foco era descaracterizar e arruinar a nossa imagem&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da rea&ccedil;&atilde;o de Ara&uacute;jo, a m&eacute;dica pediu para falar e o juiz lhe concedeu a palavra. Ela retrucou diretamente ao magistrado: &ldquo;Excel&ecirc;ncia, se eu bem me lembro, o senhor me perguntou se era poss&iacute;vel, n&atilde;o se era correto. Existe uma diferen&ccedil;a muito grande entre as duas coisas. Eu n&atilde;o disse que isso era correto. Eu disse que isso era poss&iacute;vel&rdquo;.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o assistente j&aacute; se mostrava impaciente, o tom da m&eacute;dica teria piorado a situa&ccedil;&atilde;o. Segundo ela, isso foi determinante para o que aconteceu logo em seguida. E &eacute; aqui que a hist&oacute;ria de Liliane ter supostamente atendido os sobreviventes se torna relevante.<\/p>\n\n\n\n<p>No depoimento em ju&iacute;zo, em 14 de outubro de 1993, C&eacute;sio menciona uma discuss&atilde;o que teria tido com outros m&eacute;dicos sobre o <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/segundo-sobrevivente\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a que sobreviveu ap&oacute;s ser emasculada em 1989\" class=\"encyclopedia\">Segundo Sobrevivente<\/a>:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Inclusive a respeito [do ataque sofrido pelo garoto], chegou a discutir o fato clinicamente com os Drs. <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/aroldo-rodrigues-alves\/\" target=\"_self\" title=\"M&eacute;dico que assina um breve laudo cadav&eacute;rico de Jaenes\" class=\"encyclopedia\">Aroldo Rodrigues Alves<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/liliane-tabosa-arraes\/\" target=\"_self\" title=\"M&eacute;dica e testemunha de defesa de C&eacute;sio\" class=\"encyclopedia\">Liliane Tabosa Arraes<\/a>, m&eacute;dicos da Funda&ccedil;&atilde;o SESP que estavam de plant&atilde;o e atenderam a v&iacute;tima, chegando inclusive a ser fotografada, cuja fotografia foi vista e analisada pelo denunciado.&nbsp;&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2022\/11\/1993-10-14-Depoimento-em-Juizo-Cesio-Flavio-Caldas-Brandao-1.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Depoimento de C&eacute;sio em ju&iacute;zo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Como citado anteriormente, no entanto, a m&eacute;dica estava de f&eacute;rias quando o <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/segundo-sobrevivente\/\" target=\"_self\" title=\"Crian&ccedil;a que sobreviveu ap&oacute;s ser emasculada em 1989\" class=\"encyclopedia\">Segundo Sobrevivente<\/a> foi atacado, em novembro de 1989. &Eacute; bem prov&aacute;vel que, neste relato, C&eacute;sio tenha confundido as v&iacute;timas, pois o laudo assinado por Liliane e Aroldo presente nos autos &eacute;, na verdade, de Jaenes. Mas nada disso importou: Ara&uacute;jo entendeu o erro do C&eacute;sio como uma contradi&ccedil;&atilde;o entre os depoimentos do r&eacute;u e da testemunha.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&ldquo;Eu n&atilde;o vi essas fotos, eu n&atilde;o participei dessa reuni&atilde;o. Eu estava inclusive de f&eacute;rias nessa &eacute;poca. Voc&ecirc; acredita que, nesse momento que eu neguei tudo, ele [<a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/clodomir-araujo\/\" target=\"_self\" title=\"Assistente de acusa&ccedil;&atilde;o nos j&uacute;ris em 2003\" class=\"encyclopedia\">Clodomir Ara&uacute;jo<\/a>] disse que eu estava mentindo? N&atilde;o existe na lei essa hist&oacute;ria de falso testemunho entre testemunha e r&eacute;u. O r&eacute;u n&atilde;o est&aacute; na obrigatoriedade de falar a verdade. Ele pode mentir, pode dizer que &eacute; inocente e n&atilde;o ser. &Eacute; um direito dele. Mas eu n&atilde;o, eu n&atilde;o posso mentir&rdquo;, disse a m&eacute;dica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela apontou ainda um curioso contrassenso na tese defendida pelo assistente de acusa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Ent&atilde;o, raciocina. Se o C&eacute;sio estava falando a verdade quando mencionou essa tal reuni&atilde;o, ele tamb&eacute;m estava falando a verdade quando disse que &eacute; inocente&rdquo;, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da&iacute;, a confus&atilde;o j&aacute; estava instaurada. No meio de tantos detalhes dif&iacute;ceis de seguir, a promotoria passava um recado para os jurados: a m&eacute;dica estava sendo acusada de prestar falso testemunho. Logo, toda a t&aacute;tica da defesa foi colocada em xeque.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/18uCLR4Ww95pSCLRNadSep6h-qqHLv3We\/view\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Interrogat&oacute;rio e depoimentos no j&uacute;ri de C&eacute;sio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Diante de tudo isso, somado &agrave; press&atilde;o das tr&ecirc;s condena&ccedil;&otilde;es anteriores, em 10 de setembro, os jurados votaram pela condena&ccedil;&atilde;o do r&eacute;u. A senten&ccedil;a estipulada foi de 56 anos de pris&atilde;o.<\/p>\n\n\n\n<p>Liliane Tabosa recebeu a senten&ccedil;a de falso testemunho e foi em seguida encaminhada para a delegacia. Como n&atilde;o havia uma acusa&ccedil;&atilde;o formal registrada em papel, o delegado respons&aacute;vel liberou a m&eacute;dica, ap&oacute;s entrar em contato com o juiz. Um inqu&eacute;rito foi aberto para investigar o caso e, posteriormente, a testemunha acabou inocentada pelo Tribunal de Justi&ccedil;a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1l1A2Kop_uN2VOMafC8eM1whxWfhxEDPM\/view\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ata e votos do j&uacute;ri de C&eacute;sio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>At&eacute; agora, a senten&ccedil;a dos julgamento foi a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<ul><li><strong><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/amailton-madeira-gomes\/\" target=\"_self\" title=\"Filho de Amadeu Gomes, &eacute; um dos acusados no caso dos emasculados\" class=\"encyclopedia\">Amailton Madeira Gomes<\/a>:<\/strong> 57 anos de pris&atilde;o;<\/li><li><strong><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/carlos-alberto-dos-santos-lima\/\" target=\"_self\" title=\"Policial militar acusado no caso dos meninos\" class=\"encyclopedia\">Carlos Alberto dos Santos Lima<\/a>:<\/strong> 32 anos de pris&atilde;o;<\/li><li><strong><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/anisio-ferreira-de-souza\/\" target=\"_self\" title=\"M&eacute;dico acusado no caso dos meninos emasculados\" class=\"encyclopedia\">An&iacute;sio Ferreira de Souza<\/a>:<\/strong> 77 anos de pris&atilde;o, a pena mais longa de todas;<\/li><li><strong><a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/cesio-flavio-caldas-brandao\/\" target=\"_self\" title=\"M&eacute;dico reconhecido por Agostinho como suspeito na morte de Jaenes\" class=\"encyclopedia\">C&eacute;sio Fl&aacute;vio Caldas Brand&atilde;o<\/a>:<\/strong> 56 anos de pris&atilde;o.&nbsp;<\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>Os acusados estavam soltos desde 1995, e ap&oacute;s as condena&ccedil;&otilde;es, nenhum deles p&ocirc;de responder em liberdade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele momento, <a href=\"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/personagens\/valentina-de-andrade\/\" target=\"_self\" title=\"L&iacute;der do Lineamento Universal Superior\" class=\"encyclopedia\">Valentina de Andrade<\/a> ainda estava presa. Seu j&uacute;ri deveria acontecer em 22 de setembro, 12 dias ap&oacute;s o de C&eacute;sio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, as fam&iacute;lias de Altamira faziam o que podiam e lutavam para se manter em Bel&eacute;m para acompanhar os julgamentos, j&aacute; em n&uacute;mero bastante reduzido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&Agrave; primeira vista, &eacute; dif&iacute;cil dizer exatamente o que levou &agrave; condena&ccedil;&atilde;o dos homens acusados. Talvez o elemento determinante tenha sido os depoimentos dos sobreviventes, que se tornaram o grande trunfo da acusa&ccedil;&atilde;o. Ao mesmo tempo, neles tamb&eacute;m est&atilde;o as maiores estranhezas desse caso. Por isso, o pr&oacute;ximo epis&oacute;dio analisar&aacute; esses relatos em detalhes.<\/p>\n\n\n\n<p><em>*Este epis&oacute;dio usou reportagens da Rede Globo, TV Record, SBT e TV Bandeirantes.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Testemunha de Defesa<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":35,"template":"","encyclopedia-category":[6],"encyclopedia-tag":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/encyclopedia\/677"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/encyclopedia"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/types\/encyclopedia"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/media\/35"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"encyclopedia-category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/encyclopedia-category?post=677"},{"taxonomy":"encyclopedia-tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.projetohumanos.com.br\/wiki\/altamira\/wp-json\/wp\/v2\/encyclopedia-tag?post=677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}